Aos Fatos

Não é Glauber Braga homem gravado escondendo dinheiro na cueca

Por Amanda Ribeiro

5 de julho de 2019, 15h55


Não é o deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) o homem que aparece escondendo dinheiro na cueca em vídeo que vem sendo compartilhado nas redes sociais (veja aqui). De 2009, as imagens retratam o empresário Alcyr Duarte Collaço Filho, que foi apontado como emissário do PPS no esquema de pagamento de propina que ficou conhecido como mensalão do DEM.

Vídeos com legendas enganosas que acusam Braga de corrupção começaram a ser compartilhados nas redes sociais depois que o parlamentar chamou o ministro da Justiça, Sergio Moro, de “juiz ladrão” durante sessão na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados na terça-feira (2).

Postado por páginas e perfis pessoais, o conteúdo acumulava cerca de 79 mil compartilhamentos no Facebook até a tarde desta sexta (5). Todas as publicações foram marcadas com o selo FALSO na ferramenta de monitoramento da rede social (veja como funciona).

Veja abaixo, em detalhes, o que checamos.


FALSO

Esse é o deputado que chamou Moro de ladrão

Gravadas em 2009 em Brasília, as imagens que vêm circulando pelas redes sociais como se mostrassem o deputado federal Glauber Braga escondendo notas de R$ 100 dentro da cueca retratam, na verdade, o empresário Alcyr Duarte Collaço Filho, dono do jornal Tribuna do Brasil. O vídeo foi gravado pelo ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal Durval Barbosa, que denunciou o esquema de pagamento de propinas a políticos e empresários durante o governo de José Roberto Arruda, que ficou conhecido como mensalão do DEM

À época, Collaço foi apontado como um dos responsáveis por receber propina para o PPS (hoje Cidadania).

Revelado pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, o mensalão do DEM movimentou cerca de R$ 110 milhões em propina durante 2007 e 2009. A investigação do esquema culminou na cassação do então governador José Roberto Arruda e na renúncia do vice, Paulo Octávio.

A Agência Lupa e o Boatos.org também realizaram checagens similares sobre o assunto.

Referências:

1. G1 (Fontes 1, 2 e 3)
2. Estadão
3. Congresso em Foco