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Luiz Fernando Menezes/Aos Fatos

Desenhamos fatos sobre a prevenção do coronavírus

Por Luiz Fernando Menezes

6 de março de 2020, 13h35


Desde o Carnaval, quando foi confirmado o primeiro caso no Brasil de infecção pelo novo coronavírus (Covid-19), farmácias e mercados passaram a relatar o aumento na compra de máscaras cirúrgicas e álcool em gel. Mesmo com o aumento dos casos desde então, as autoridades asseguram que não há razão para pânico.

Medidas simples e baratas, como lavar as mãos e higienizar itens compartilhados, já ajudam a prevenir contra a infecção. O Ministério da Saúde orienta que apenas pessoas com sintomas da Covid-19 (febre, tosse, dificuldade de respirar e falta de fôlego) e que tiveram contato com alguém infectado devem procurar uma unidade de saúde.

Na HQ dessa semana, Aos Fatos lista as principais maneiras de se prevenir contra o novo coronavírus:


O que previne. O novo coronavírus é transmitido por meio de mucosas e saliva. Por isso, é preciso evitar o contato com gotículas decorrentes de espirro e tosse de pessoas infectadas e, segundo a OMS, a melhor maneira de fazer isso é higienizar as mãos regularmente e manter o ambiente limpo e ventilado.

As organizações de saúde, sejam elas internacionais ou brasileiras, recomendam que a população lave as mãos com água e sabão ou as limpe usando antissépticos com concentração de 70% de álcool. Segundo o Ministério da Saúde, em nota enviada ao Aos Fatos, esses são os únicos produtos de higienização das mãos cujas evidências científicas já demonstraram eficácia no combate ao vírus.

Mas não é lavar de qualquer jeito. É preciso limpar todos os dedos e as partes externa e interna das mãos. Com água e sabonete, por exemplo, esse procedimento deve durar pelo menos 40 segundos, com álcool em gel, cerca de 20. Veja aqui, um guia prático produzido pela OMS de como fazer isso. Por via das dúvidas, é importante evitar tocar no próprio rosto, principalmente nos olhos, no nariz e na boca.

As organizações de saúde também indicam desinfetantes para a limpeza de superfícies que são frequentemente tocadas, como mesas, maçanetas, interruptores e privadas. No trabalho, é recomendado higienizar itens compartilhados, como mouse e teclados, antes de utilizá-los.

O cuidado de evitar novas contaminações deve partir também de quem apresenta sintomas da Covid-19. Por exemplo, ao tossir ou espirrar, a pessoa deve cobrir o nariz e a boca com um lenço de papel, que deve ser descartado imediatamente, nunca com as mãos. Outra opção é colocar o antebraço na frente do nariz e da boca, como mostra o quadro a seguir.

Outras medidas importantes são não compartilhar itens pessoais e utensílios, como talheres e roupas de banho, e manter distância de pelo menos um metro de pessoas que apresentem os sintomas da Covid-19 (febre, tosse, dificuldade de respirar e falta de fôlego). A OMS também recomenda que maiores de 60 anos, pessoas com doença cardiovascular e diabéticos — considerados grupos de risco — evitem aglomerações.

O que não previne. Diferentemente do que muitos acreditam, o uso de máscaras não tem grande eficácia na prevenção da infecção. A OMS indica que pessoas sem sintomas da Covid-19 usem a proteção facial apenas se estiverem cuidando de alguém doente.

Mesmo nesses casos, é preciso seguir as medidas citadas anteriormente: lavar as mãos antes de colocar as máscaras e continuar fazendo isso durante o dia. A instituição ainda recomenda que o pessoa nunca toque na parte da frente da máscara e sempre descarte a proteção no lixo imediatamente após o uso.

Além das máscaras, diversas formas enganosas de prevenção têm aparecido nas redes. Algumas delas já foram desmentidas pelo Aos Fatos nas últimas semanas. De maneira geral, não há evidência de que algum remédio, vitamina ou alimento — como vitamina C ou chá de erva-doce — ajudem a prevenir contra a infecção.

Também não é verdade que é a possível matar o vírus por meio do manejo da temperatura corporal, como banhos quentes ou exposição ao clima frio. Conforme explica a OMS, o corpo humano permanece entre 36.5°C e 37°C, independentemente do ambiente.

Tratamento. Atualmente, só são considerados casos suspeitos de infecção pelo coronavírus pessoas que apresentam febre e pelo menos um sintoma respiratório (como tosse ou dificuldade de respirar) e que entraram em contato próximo com outro caso suspeito ou viajaram para uma área com transmissão local nos 14 dias anteriores ao aparecimento dos sintomas.

Sendo assim, não entre em pânico. As autoridades de saúde não recomendam que as pessoas que acreditam estar contaminadas procurem uma unidade médica de imediato. Isso deve ser feito apenas se tiverem febre, tosse ou dificuldade de respirar. Mesmo nesses casos, a OMS orienta que as pessoas liguem para a unidade antes de irem até ela.

Até o momento, não existe tratamento específico ou remédio capaz de curar a infecção pelo coronavírus. Segundo o protocolo de tratamento produzido pelo Ministério da Saúde, pacientes com Covid-19 que não apresentam nenhuma complicação apenas devem receber medicação para aliviar os sintomas e permanecer em repouso.

Segundo a OMS, possíveis vacinas e tratamentos já estão sendo pesquisados e alguns, inclusive, já estão na fase de testes clínicos.

Referências:

1. UOL
2. G1
3. OMS (Fontes 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7)
4. Ministério da Saúde
5. CDC
6. Aos Fatos (Fontes 1, 2, e 3)
7. Fiocruz


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