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Centro de Controle de Doenças da China

O que se sabe sobre a epidemia do novo coronavírus

Por Bruno Fávero e Amanda Ribeiro

24 de janeiro de 2020, 18h45


A epidemia de um novo vírus respiratório surgido na China tem chamado a atenção do mundo todo nas últimas semanas. O novo coronavírus, como é conhecido, apareceu na cidade de Wuhan e se espalhou rapidamente pelo país, que já registra mais de 31.248 infectados (99% dos casos no mundo) e 637 mortos. Pelo menos outros 25 países, incluindo Alemanha, Canadá, Estados Unidos, Itália e França, já registram ocorrências da doença, que, até agora, não chegou ao Brasil. Ainda assim, o governo federal declarou nesta segunda-feira (3) emergência em saúde pública em razão do vírus.

Os sintomas são parecidos com os de uma gripe: febre, tosse, dificuldade de respirar e falta de fôlego. Mas só casos de quem passou recentemente pela China ou teve contato com pessoas infectadas são considerados suspeitos, diz o Ministério da Saúde.

A chance de que a doença vire uma pandemia, ou seja, se espalhe pelo mundo, é incerta porque não se sabe em detalhes quão rapidamente o vírus é transmitido nem qual seu grau de letalidade. Mas na última quinta-feira (30) a OMS (Organização Mundial da Saúde) decidiu declarar a situação como uma emergência global.

A epidemia também deu origem à disseminação de desinformação na internet, como teorias de que a doença foi criada em laboratório pela CIA, que vitamina C e chá de erva-doce combatem o vírus e de que o consumo de sopa de morcego estaria na origem da contaminação.

Veja um resumo das informações que compilamos:

1. O que é o novo coronavírus
2. Onde a doença já chegou
3. Qual o risco de a doença virar uma pandemia
4. O que tem sido feito para conter a epidemia
5. Qual o impacto econômico da epidemia
6. A desinformação que circula sobre o assunto

E, abaixo, veja em detalhes o que se sabe até agora sobre o novo coronavírus.

O novo coronavírus

Corona é uma família de vírus causadores de doenças respiratórias que, vistos em um microscópio, têm pontas que lembram as de uma coroa — daí seu nome. As notícias das últimas semanas se referem a um novo vírus desse grupo, conhecido como 2019-nCoV ou "novo coronavírus", que foi descoberto em 7 de janeiro pelas autoridades chinesas, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde).

Até o ano passado, eram conhecidos seis tipos de coronavírus que poderiam infectar humanos, desde variedades quase inofensivas que causam a gripe comum até as mais graves, como o Sars (Síndrome respiratória aguda grave) e o Mers (Síndrome Respiratória do Oriente Médio), que mataram centenas de pessoas em epidemias nos anos 2000 e 2010, respectivamente.

Os sintomas do 2019-nCoV podem incluir febre, tosse forte, falta de fôlego e dificuldade para respirar. Há casos brandos, que se assemelham a um resfriado, e mais severos, que podem causar pneumonia, insuficiência renal e morte. Só são considerados suspeitos os casos de quem viajou para a China ou teve contato com infectados nos 14 dias anteriores ao começo dos sintomas.

O mapa da epidemia

O novo vírus já infectou pelo menos 31.530 pessoas e matou 638, segundo informações da OMS e da agência de notícias chinesa CGTN. A maioria das ocorrências (31.248 ou 99% do total) e das mortes (637) aconteceram na China. O primeiro óbito fora do país ocorreu nas Filipinas e foi anunciado no último dia 2. Há também casos confirmados na Alemanha, na Austrália, no Canadá, no Camboja, na Coreia do Sul, nos Emirados Árabes Unidos, nos Estados Unidos, nas Filipinas, na Finlândia, na França, na Índia, na Itália, no Japão, na Malásia, no Nepal, em Singapura, no Sri Lanka, na Tailândia, em Taiwan e no Vietnã.

A rápida escalada no número de infectados levou a OMS a declarar uma emergência internacional de saúde na última quinta-feira (30). Segundo a agência Reuters, é a sexta vez que isso acontece em uma década. As outras foram H1N1 (2009), ebola no oeste africano (2013-2016), polio (2014), Zika (2016) e ebola na República Democrática do Congo (2019).

No Brasil. Ainda que não tenham casos confirmados no país, o governo brasileiro elevou nesta segunda-feira (3) o nível de alerta para o novo coronavírus de dois (perigo iminente) para três (emergência de saúde pública), o patamar mais alto da escala. Segundo o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, a mudança serve, entre outras razões, para dar agilidade à vinda de brasileiros que estão hoje em Wuhan e adotar critérios sanitários. Segundo ele, brasileiros com sintomas não ingressarão no país: “quem tiver sintoma permanece onde está”.

Segundo o Ministério da Saúde, há nove casos suspeitos no Brasil, nos seguintes estados: Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os pacientes aguardam o resultado do teste para a doença. O número foi divulgado na tarde desta terça-feira (4).

Em 28 de janeiro, Mandetta afirmou, em entrevista coletiva, que já foram analisados — e descartados — cerca de 7.000 rumores sobre possíveis casos no país. Ele também disse que "a gente precisa estar atento, mas não há motivo para pânico" e recomendou que viagens para a China sejam evitadas, se possível.

1. O que é o estado de emergência de saúde pública?

Instituído por meio da Portaria nº 188, assinada pelo ministro da Saúde na última segunda-feira (3) e publicada nesta terça-feira (4) no Diário Oficial da União, o estado de emergência em saúde pública é o último dos graus de alerta em casos de epidemias infecciosas. Ele está previsto no decreto 7.616,/2011, que estabelece que pode ser declarado “em situações que demandem o emprego urgente de medidas de prevenção, controle e contenção de riscos, danos e agravos à saúde pública”.

Ou seja, com o estado de emergência em saúde pública, o governo federal pode contratar profissionais em caráter emergencial, sem licitação, requisitar bens e serviços de pessoas físicas ou jurídicas — desde que sejam indenizadas — e mobilizar a Força Nacional do SUS (Sistema Único de Saúde), formada por equipes de profissionais da União e voluntários, para atuar em resposta à situação de emergência.

Estado de emergência semelhante foi declarado, por exemplo, em 2015, por causa do vírus zika e o aumento dos casos de microcefalia no Brasil. À época, a medida durou 18 meses e foi encerrada quando a foi identificada queda nos casos em todo o país.

2. Como será a repatriação dos brasileiros de Wuhan?

Além da portaria publicada nesta terça (4), o governo enviou um projeto de lei ao Congresso para estabelecer medidas que poderão ser adotadas para enfrentar a emergência em decorrência do coronavírus. Entre elas, está prevista a instituição de uma quarentena — separação de pessoas suspeitas de contaminação das pessoas que não estejam doentes —, o que permitirá a vinda de brasileiros que estão em Wuhan. O projeto foi votado e aprovado pela Câmara e pelo Senado nesta quarta-feira (5).

Segundo o Ministério da Saúde, a repatriação envolverá três pastas: Relações Exteriores, que cuidará dos trâmites de contato com a China; Defesa, que fará o transporte e outras medidas logísticas; e Saúde, responsável por questões sanitárias e por destacar os profissionais que atenderão os brasileiros.

Os brasileiros devem permanecer em uma base militar em local ainda não revelado. Nela, o Ministério da Saúde determinará que cada um dos brasileiros vai permanecer em um quarto separado para evitar qualquer risco de contaminação. Em casos específicos, no entanto, como o de uma mãe com criança pequena, serão criadas exceções.

Dois aviões da Força Aérea Brasileira decolaram nesta quarta-feira (5) da Base Aérea de Brasília para buscar 34 brasileiros que estão na cidade de Wuhan. A previsão é que as aeronaves pousem na China na noite de quinta (6). Só serão transportados passageiros que não apresentarem sintomas.

Além da tripulação, embarcaram quatro equipes capacitadas, que deverão realizar missões de defesa química, biológica, radiológica e nuclear.

Os riscos de uma crise ainda maior

Especialistas ainda evitam prever quanto tempo vai demorar ou quantas pessoas serão infectadas até a epidemia ser contida. Ao menos três aspectos podem influenciar a reação à doença e ainda não são bem conhecidos.

1. Como e quão facilmente o vírus se espalha
Suspeita-se que as primeiras transmissões do coronavírus tenham acontecido por contato com animais, mas já se sabe que o vírus está sendo transmitido também entre humanos. Isso aconteceu em 25 países além da China, dentre eles Alemanha, EUA, Japão, Vietnã, Austrália e Tailândia, segundo a Al Jazeera.

O que cientistas tentam descobrir é quão facilmente essa transmissão entre pessoas acontece. Um indicador importante, e ainda desconhecido, é se e com que frequência infectados podem transmitir o vírus antes de apresentar sintomas, o que torna o controle da doença mais difícil. Há a suspeita de que isso tenha acontecido em pelo menos um caso, na Alemanha.

Outra pista da contagiosidade é o chamado número reprodutivo básico ou R0, uma estimativa de para quantas novas pessoas, em média, cada doente pode transmitir o vírus numa população vulnerável. Até agora, a OMS calcula o R0 do novo coronavírus entre 1,4 e 2,5, enquanto outros pesquisadores divulgaram resultados entre 2 e 3. O último número é similar ao da gripe, do Sars e do ebola, mas menor do que doenças altamente contagiosas como sarampo, varíola e catapora.

A comparação, porém, precisa ser feita com ressalvas. Como adverte o professor Paul Delamater, da Universidade da Carolina do Norte, o número reprodutivo básico não é um número mágico que define o que vai acontecer com uma doença, mas uma estimativa matemática influenciada tanto pelas características biológicas do vírus quanto pela efetividade da ação humana para contê-lo. Assim, não necessariamente uma doença com esse número maior vai sempre infectar mais pessoas.

Por fim, também ainda faltam informações sobre os mecanismos de contágio do novo corona. Outros vírus da mesma família são transmitidos predominantemente por contato próximo com alguém infectado, por meio de gotículas respiratórias (liberadas no espirro e na tosse, por exemplo). Mas não pode ser descartada a possibilidade de que a transmissão também aconteça por aerossol, ou seja, por partículas que ficam suspensas no ar mesmo depois que o infectado não está mais presente, o que torna a transmissão possível sem contato com um doente.

2. A letalidade da doença
Também não há certeza sobre quão mortal é o novo coronavírus, embora haja indícios de que ele possa ser mais brando que outras epidemias da mesma família, segundo Peter Piot, professor da London School of Hygiene and Tropical Medicine.

A taxa de mortalidade dentro dos casos já diagnosticados, de cerca de 2%, é menor do que de crises como a do Sars (10%) e Mers (34%) e, até agora, a maior parte das vítimas fatais era idosa e/ou tinha outras doenças que podem ter agravado o quadro.

Como a epidemia ainda está em seu início, é cedo para qualquer conclusão definitiva, alerta a infectologista Nancy Bellei, professora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

3. O tempo para desenvolver uma vacina
Ainda não há tratamento específico para o novo coronavírus, segundo a OMS. E o desenvolvimento de uma vacina deve levar pelo menos um ano, prevê Anthony Fauci, o diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças infecciosas dos EUA.

No mundo todo, universidades e laboratórios privados já começam a se dedicar ao desenvolvimento de medicamentos. A americana Gilead Sciences, por exemplo, pretende testar a efetividade do Remdesivir, uma droga experimental criada para combater o ebola, enquanto a empresa Vir, também dos EUA, estuda se anticorpos criados para combater outros coronavírus podem funcionar contra este novo, segundo a agência Bloomberg.

Também há iniciativas para desenvolver vacinas em outros laboratórios dos EUA e na Universidade de Queensland, na Austrália, como mostra reportagem do The Wall Street Journal.

O que tem sido feito, no mundo e no Brasil

Uma série de medidas foi tomada por autoridades da China e da OMS para evitar a disseminação da doença. Uma das primeiras ações foi fechar o mercado Huanan, onde se acredita que a doença começou a se espalhar, para limpeza e desinfecção.

O governo chinês ainda impôs restrições de viagem de e para Wuhan e 17 cidades no entorno, afetando a locomoção de 50 milhões de pessoas, segundo o jornal Los Angeles Times.

No dia 24, a cidade Wuhan anunciou um plano de construir em apenas dez dias um hospital de mil leitos para atender pacientes infectados com a doença.

Cientistas chineses também fizeram o sequenciamento genético do vírus e disponibilizaram as informações num banco de dados público, o que agiliza a detecção da doença em outros países e as pesquisas de tratamentos e vacinas.

Já a OMS está em contato com os órgãos de saúde dos países afetados e divulga relatórios diários sobre a situação. Também foram publicados guias sobre diagnóstico e tratamento e orientações sobre como diminuir os riscos de transmissão da doença.

No Brasil. O Ministério da Saúde instalou um Centro de Operações de Emergência para acompanhar as notícias sobre a doença e preparar a rede pública de saúde para lidar com eventuais infecções no Brasil. Desde a última segunda-feira (3), o COE funciona no nível 3, que indica emergência de saúde pública no país.

A pasta também divulgou um boletim epidemiológico com orientações de como as unidades de saúde locais devem proceder caso se deparem com casos suspeitos. Testes desses pacientes estão sendo conduzidos pelos institutos Fiocruz, no Rio de Janeiro, e Adolfo Lutz, em São Paulo.

Por fim, aeroportos e portos foram notificados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Segundo o órgão, protocolos de limpeza foram reforçados e as equipes desses lugares foram orientadas a notificar rapidamente sobre passageiros possivelmente infectados.

As consequências econômicas

A China é o principal consumidor de matéria-prima do mundo, por isso, o tamanho do prejuízo que a epidemia do coronavírus causará na economia chinesa preocupa. Nesse cenário de incertezas, investidores ficam mais cautelosos e tendem a tirar dinheiro de investimentos com mais risco. Com isso, os primeiros efeitos da epidemia na economia mundial foram as quedas das bolsas pelo mundo inteiro, principalmente na Ásia, enquanto as cotações de moedas consideradas mais seguras (principalmente o dólar) subiram.

No Brasil, a Ibovespa fechou janeiro com queda de 1,6%. A China é o maior parceiro comercial do Brasil e o maior comprador de soja, minério de ferro e petróleo bruto, os três principais produtos de exportação brasileiros.

Já os efeitos a médio e longo prazo na economia mundial são menos claros. O FMI (Fundo Monetário Internacional) considera que ainda é cedo para dimensionar o impacto econômico da epidemia, mas avalia que as restrições de deslocamento e o medo de contaminação praticamente paralisaram o turismo e o comércio na China em uma das temporadas mais movimentadas: o ano novo chinês, principal feriado do país. O feriado que originalmente iria de 25 a 30 de janeiro, foi postergado até dia 2 de fevereiro por conta da epidemia.

O economista Ming Zhang, da Academia Chinesa de Ciências Sociais, ligada ao governo, previu que a crise pode reduzir o crescimento econômico do país em um ponto percentual no primeiro trimestre.

A situação também tem gerado comparações com surto da Sars em 2003, que custou à economia chinesa dois pontos percentuais de crescimento em um trimestre naquele ano. Na época, no entanto, a China tinha impacto menor na economia mundial — representava apenas 4% da economia global (agora é 17%) — e as restrições de deslocamento foram menos severas, segundo dados da Bloomberg.

Além dos bloqueios internos nas províncias chinesas mais afetadas pelo vírus, que impedem viagens de mais de 50 milhões de pessoas, vários países e companhias aéreas decidiram dificultar deslocamentos de e para o país asiático.

Os EUA, por exemplo, anunciaram na sexta-feira (31) que estrangeiros que visitaram o país asiático nos 14 dias anteriores não serão aceitos pela imigração americana e que cidadãos nas mesmas condições passarão por quarentena obrigatória. Vizinhos como Rússia, Mongólia e Cingapura anunciaram o fechamento de suas fronteiras com a China.

Desinformação nas redes

Uma série de peças de desinformação sobre o novo coronavírus têm circulado nas redes sociais desde que a epidemia começou.

Há uma teoria da conspiração segundo a qual o 2019-nCoV foi criado em laboratório e outra segundo a qual Bill Gates foi seu financiador. Entretanto, a patente de 2015 apresentada como prova é, na verdade, de uma forma enfraquecida do IBV — um microorganismo da família dos coronavírus que causa de bronquite infecciosa em aves. O documento foi registrado instituto britânico Pirbright, que estuda tratamentos para doenças virais que atingem animais.

Também não é verdade que médicos do Hospital das Clínicas e do Hospital São Domingos tenham recomendado o consumo de vitamina C e alimentos como sucos, chá de erva doce e fígado de boi para evitar a infecção pelo novo coronavírus. O Ministério da Saúde e o hospital São Domingos já haviam desmentido essas postagens quando circularam em 2018 associadas ao vírus H1N1.

E o governo do Canadá não recomendou que as pessoas mantenham a garganta úmida, evitem frituras e tomem vitamina C para evitar a doença. Tampouco é verdadeiro, como afirmam publicações no Facebook e áudio no WhatsApp, que o suplemento de vitamina C com zinco seria eficaz para prevenir ou tratar a infecção.

Por fim, é falso que cientistas tenham apontado o consumo de sopa de morcego como origem da contaminação pelo novo coronavírus. A desinformação foi publicada por tabloides britânicos como o Daily Mail e o The Sun e, no Brasil, reproduzida pelo jornal Extra.

De fato, alguns vírus da mesma família podem ser transmitidos por morcegos e há pelo menos um estudo indicando similaridade genética entre o 2019-nCoV e outros coronavírus que infectam esses animais, como o do Sars. Mas os mesmo pesquisadores suspeitam que o novo vírus combine a carga genética do morcego com a de outro animal, o que pode indicar que haja um outro hospedeiro entre os mamíferos e os humanos. Comparando o 2019-nCoV com um amplo banco de dados genéticos, os pesquisadores chegaram à conclusão que cobras podem ser esse intermediário.

Mas essas ainda são apenas hipóteses que precisam ser testadas, diz Nancy Bellei, da Unifesp. "É preciso realizar experimentos, como a inoculação do coronavírus nessas espécies de cobras para ver se elas permitem a infecção por coronavírus, e fazer um levantamento dos animais do mercado [Huanan, em Wuhan] para determinar se eles estão infectados. Os dados são muito preliminares", diz.

Mesmo que a relação entre o novo coronavírus e os morcegos se comprove, até agora nenhum pesquisador ou órgão oficial apontou o consumo de sopa como possível meio de contágio.

Referências:

1. Deutsche Welle
2. OMS (Fontes 1, 2, 3 e 4)
3. CGTN
4. Secretaria de Saúde de MG
5. Folha de S.Paulo
6. CDC
7. London School of Hygiene and Tropical Medicine
8. NPR
9. Governo de Hubei
10. Bloomberg
11. The Wall Street Journal
12. GenBank
13. The New York Times
14. The Guardian
15. Ministério da Saúde (Fontes 1, 2 e 3)
16. Extra
17. Wiley


Este texto foi modificado às 19h42 do dia 5 de fevereiro de 2020 para incluir informações atualizadas sobre o número de infectados e mortos pelo coronavírus e sobre o estado de emergência decretado no Brasil.