Aos Fatos

Não é verdade que governo Bolsonaro descobriu petróleo no Mato Grosso

Por Luiz Fernando Menezes

16 de julho de 2019, 14h24


Circula como se fosse recente um vídeo gravado em maio de 2016 por um funcionário da Petrobras que mostra a descoberta de um poço que seria de “petróleo puro” na cidade de São José do Rio Claro (MT). As imagens são acompanhadas de um texto (veja aqui) que sugere que a descoberta seria uma conquista do governo de Jair Bolsonaro.

Além de descontextualizar o vídeo, a peça de desinformação ainda omite que, poucos dias após a gravação, a Petrobras descobriu que o poço não possuía quantidades suficientes de petróleo para comercialização.

O vídeo acompanhado foi publicado por perfis pessoais no Facebook e acumula cerca de 4.000 compartilhamentos até a tarde desta terça-feira (16). Todas as postagens com este conteúdo foram marcadas com o selo FALSO na ferramenta de monitoramento da rede social (veja como funciona). O conteúdo também teve checagem solicitada por leitores do Aos Fatos pelo WhatsApp (saiba como participar).


FALSO

Achado petróleo no mato grosso para 80 anos de consumo e pode agora nosso combustível reduzir para 2.70 o litro vamos divulgar valeu Bolsonaro....

Circula tanto no Facebook quanto no WhatsApp um vídeo em que petróleo supostamente puro é extraído em São José do Rio Claro (MT). Segundo o texto que acompanha as imagens, o poço encontrado seria uma conquista do governo Bolsonaro e teria combustível fóssil suficiente para suprir 80 anos de demanda. O poço e o vídeo, no entanto, não são recentes.

A autorização da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) para a perfuração do poço pela Petrobras aconteceu em 2015. O vídeo, que circula nas redes desde 2016, foi feito por um funcionário da estatal e chegou a viralizar na internet na época.

Diferentemente do que afirma o homem nas imagens, o poço também não era de “petróleo puro”. A Petrobras, poucas semanas depois da descoberta, encaminhou a mistura encontrada para análise laboratorial e concluiu que não havia petróleo em volumes suficientes para comercialização.

O Boatos.org também deu o selo FALSO à peça de desinformação.

Referências:

1. G1 (Fontes 1 e 2)