Aos Fatos

Deputada do PSOL não disse que policiais são pagos para morrer

Por Luiz Fernando Menezes

29 de agosto de 2019, 16h18


Não é verdade que a deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) disse que “policiais não fazem mais que obrigação em morrer em combate com o crime organizado, pois eles são pagos para isso, morrer”, como afirma publicação que circula nas redes sociais (veja aqui). Aos Fatos não encontrou nenhum registro de declaração semelhante feita pela deputada, seja nas notas taquigráficas da Câmara dos Deputados, seja em postagens nas redes sociais ou em entrevistas.

A deputada também negou, em vídeo publicado nas redes sociais, que tenha dito tal frase. Segundo ela, é “um absurdo” o que afirma a publicação.

Difundida por perfis pessoais no Facebook, a desinformação já acumula mais de 1.000 compartilhamentos até a tarde desta quinta-feira (29). Todas as postagens foram marcadas com o selo FALSO na ferramenta de verificação da rede social (saiba como funciona).


FALSO

Deputada federal do PSOL TALíRIA PETRONE eleita pelos cariocas e fluminenses, afirmou em sessão na Câmara dos deputados que "OS POLICIAIS NÃO FAZEM MAIS QUE OBRIGAÇÃO MORRER EM COMBATE CONTRA O CRIME ORGANIZADO, POIS ELES SÃO PAGOS PARA ISSO, MORRER". Este é o nível das pessoas que os cariocas tem dado poder nas últimas décadas. É esse povo que quer vir como candidato a prefeito nas eleições, nojo.

Publicação que circula nas redes sociais afirma que, em sessão na Câmara dos Deputados, a deputada federal Talíria Petrone teria defendido que “policiais não fazem mais que obrigação em morrer em combate com o crime organizado, pois eles são pagos para isso, morrer”. No entanto, não há qualquer registro nas notas taquigráficas da Câmara de que ela tenha dito frase parecida a essa no plenário ou em comissões na Casa.

Da mesma forma, Aos Fatos não encontrou declaração semelhante à citada na peça de desinformação nas redes sociais de Talíria e em sites de notícias. A deputada também desmentiu o boato em sua página do Facebook: “eu jamais diria que os policiais são pagos para morrer e não fazem mais do que sua obrigação. Isso é um absurdo. Jamais ouviriam de mim essa fala”.

Em levantamento realizado no site da Câmara, pode-se verificar que a deputada citou policiais em quatro falas e, em nenhuma delas, defendeu que seria obrigação da categoria “morrer em combate”. Em um dos discursos, Talíria inclusive criticou a morte de policiais: “Só este ano quase 900 pessoas foram mortas por intervenção policial. Mais de 90 policiais foram mortos. É preciso interromper esse ciclo e garantir uma política que garanta a vida”.

A Agência Lupa realizou uma checagem parecida sobre o boato.

Referências:

1. Câmara dos Deputados (Fontes 1, 2 e 3)