Aos Fatos

11 gráficos que mostram como as pessoas consomem notícia na internet

Por Sérgio Spagnuolo

2 de março de 2018, 12h30


Como as pessoas consomem notícias? Qual sua principal fonte? Elas distinguem reportagens de editoriais? Qual o principal elemento que faz as pessoas desconfiarem da veracidade de uma notícia?

Para responder essas perguntas, Aos Fatos fez uma pesquisa com 805 entrevistados a fim de conhecer seus hábitos de consumo de informações e como eles se relacionam com o noticiário.

Uma das principais conclusões, publicada na reportagem principal deste especial, é que as pessoas desconfiam de notícias enviadas por mensagens de texto, mas pouco fazem para checar essas informações.

Abaixo, veja os gráficos sobre todas as perguntas feitas aos entrevistados.


Nas perguntas abaixo, os entrevistados foram solicitados a escolher apenas uma resposta.

Como você se informa online?

grafico 1

Conforme a pesquisa, 33,8% dos entrevistados disseram se informar diretamente em redes sociais ou aplicativos de mensagens, enquanto 33,4% via pesquisa em mecanismos de busca. 10% dos entrevistados consomem notícias diretamente em veículos tradicionais de imprensa, 9,6% chegam às notícias por meio de links em redes sociais, 8,5%se informam por agregadores de conteúdo. Veículos alternativos de imprensa estão no radar de 4,6% dos respondentes.

Você distingue o que lê no noticiário?

54,5% dos entrevistados disseram sempre distinguir notícia de opinião, enquanto 21,2% relataram saber distinguir muitas vezes. 15,2% disseram nunca distinguir notícia de opinião, enquanto 9,1% afirmaram distinguir notícia de opinião poucas vezes.

Você confia na informação recebida via redes sociais?

Os entrevistados que confiam na informação dependendo de quem enviou ou publicou correspondem a 30%. 24,1% disseram desconfiar na maioria das vezes. 18,6% dos consultados afirmaram não confiar, enquanto 13,8% disseram confiar na maioria das vezes e 13,5% disseram confiar sempre.

Você pesquisa sobre o que lê no noticiário?

27,5% dos consultados na pesquisa afirmaram que questionam a veracidade das informações na internet frequentemente. 22,5%, por sua vez, disseram fazê-lo de vez em quando. 20% relataram nunca procurar saber a verdade, enquanto 17% relataram que sempre buscam mais informações. 13,1% raramente fazem isso, conforme a pesquisa.

Você já foi vítima de notícias falsas?

Dentre os mais de 800 respondentes, 48,2% disseram nunca ter tomado decisões baseados em notícias falsas. Porém, 36,7% relataram tê-lo feito poucas vezes e 14,1% declararam tê-lo feito várias vezes.


Nas perguntas abaixo, entrevistados foram solicitados a assinalar até três respostas.

Qual a principal motivação por trás de notícias falsas?

Para 38,6% dos consultados, manipulação do noticiário por sites em busca de audiência é o que está por trás das notícias falsas. Em segundo lugar, com 36,5%, estão sites em busca de ganho financeiro e político. 31,7% dizem crer que notícias falsas estão relacionadas a grupos buscando favorecer seu campo político e ideológico. 20,4% acreditam que páginas de redes sociais com causas específicas estão por trás do fenômeno, enquanto 20,3% disseram que são hackers os principais propulsores. 19,6% responderam que humor no noticiário é um dos motivos para a disseminação de notícias falsas, enquanto 12,9% não acredita em qualquer um desses motivos para o fenômeno.

O que mais levanta dúvidas sobre a veracidade de uma notícia?

Ausência de citações para fontes ou referências foi apontada por 42,5% como o principal atributo de uma eventual notícia falsa. 29,8% dos entrevistados afirmaram desconfiar de uma notícia quando o jornalista não explica como chegou a determinada informação. 29,5% disseram duvidar do conteúdo na internet quando a linguagem é cheia de adjetivos ou de conotação pejorativa, enquanto 28,5% afirmaram que têm dúvidas sobre a veracidade da informação quando o assunto é absurdo demais para ser verdade. 26,3% disseram desconfiar de notícias de veículos pouco conhecidos. 19,2% não marcaram qualquer das opções, enquanto apenas 8,9% disseram que duvidam da notícia quando ela vai contra o que acreditam.

Como combater notícias falsas?

Os entrevistados mencionaram mais vezes (35,5%) querer saber quem apurou, escreveu e editou uma notícia, de modo a ajudar a combater o fenômeno das notícias falsas. 34,8% disseram querer conhecer fontes confiáveis para a informação. 33,9% afirmaram querer saber mais sobre o veículo onde a notícia foi publicada. 31,7% relataram que recorrer ao maior número possível de veículos conhecidos de imprensa pode ajuda a combater o fenômeno. 29,3% disseram querer entender o processo de apuração de uma notícia, enquanto 26,6% relataram querer maior atuação de projetos de checagem de fatos.


Nos gráficos abaixo, mostramos comparativos entre diversas perguntas.

Quem checa as notícias que consome?

O que melhor descreve a motivação por trás de uma notícia falsa?

Quem checa as notícias que consome?

Leia o relatório completo aqui.