Aos Fatos

Trump não mandou tocar o hino nacional brasileiro na Times Square, em Nova York

Por Luiz Fernando Menezes

9 de setembro de 2019, 18h00


Não é verdade que o presidente americano, Donald Trump, pediu que o hino nacional brasileiro fosse tocado na Times Square no dia 7 de Setembro, como afirmam publicações nas redes sociais. O vídeo que acompanha as postagens (veja aqui) foi, na verdade, gravado no dia 31 de agosto, um dias antes do Brazilian Day, em Nova York, quando o hino foi tocado pela associação catarinense Planetapéia.

Diversas publicações no Facebook e no Youtube passaram a compartilhar o vídeo como se mostrasse o “respeito” de Trump pelo presidente Jair Bolsonaro. Juntas, as peças de desinformação no Facebook já acumulam mais de 1.000 compartilhamentos até a tarde desta segunda-feira (9). Todas as publicações foram marcadas com o selo FALSO na ferramenta de monitoramento da rede social (entenda como funciona).


FALSO

No dia de hoje o Trump, manda tocar o hino Nacional em plena Times Square, na Big Apple!! Orgulho de ser brasileiro.

Um vídeo que mostra um grupo cantando o hino nacional brasileiro na Times Square, em Nova York, tem sido compartilhado nas redes como se a homenagem que retrata tivesse ocorrido no dia 7 de Setembro a pedido do presidente americano, Donald Trump. No entanto, as imagens foram gravadas no dia 31 de agosto, antecipando as comemorações do Brazilian Day, que ocorreram no dia 1º de setembro.

O festival, que acontece desde 1984 para celebrar a independência brasileira, é promovido pelo jornal The Brasilians e o BACC (Brazilian-American Cultural Center) e não tem relação com o governo americano.

O vídeo que circula nas redes retrata a locomotiva Locopéia —tradicionalmente usada pela associação Planetapéia na Oktoberfest, em Blumenau (SC) —, que participou este ano pela primeira vez de desfiles em Nova York nos dias 31 de agosto e 1º de setembro.

Em nota enviada ao Aos Fatos, a Planetopédia confirmou que o vídeo é do dia 31 de agosto e que o hino nacional foi iniciado pela própria associação.

O Boatos.org também checou a peça de desinformação.