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Indígena que foi à ONU com Bolsonaro não é filha de Damares Alves

Por Luiz Fernando Menezes

30 de setembro de 2019, 16h20


É falsa a informação que circula nas redes sociais que Ysani Kalapalo, indígena que integrou a comitiva do presidente Jair Bolsonaro na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), seria filha da ministra da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves (veja aqui). A filha adotiva dela se chama Lulu Kamayurá.

A falsa informação consta em posts de páginas e perfis pessoais no Facebook, onde já acumulava ao menos 1.000 compartilhamentos até a tarde desta segunda-feira (30). Todas as publicações com este conteúdo foram marcadas com o selo FALSO na ferramenta de verificação da rede social (veja como funciona).


FALSO

Sabe aquela índia mentirosa que o Bolsonaro levou na ONU. É a filha da Damares.

Circula nas redes sociais a informação que Ysani Kalapalo, indígena que acompanhou o presidente Jair Bolsonaro em sua participação na ONU na semana passada, seria a filha de Damares Alves. Isso, no entanto, não é verdade: a filha adotiva da ministra chama-se Kajutiti Lulu Kamayurá. Abaixo, é possível ver uma comparação entre a Lulu (esquerda) e Ysani (direita).

Ysani é natural da aldeia Tehuhungu, no Parque do Xingu, em Mato Grosso e foi líder do Movimento Indígenas em Ação até 2015. Segundo a IstoÉ, ela calcula ter 28 anos, uma vez que sua cultura tradicional não conta idade e nem comemora aniversários. Ela também possui um canal no Youtube, onde, entre outras publicações, já disse que as queimadas na Amazônia não tinham relação com o governo Bolsonaro e que eram comuns nessa época do ano.

Lulu, 21, também nasceu no Parque do Xingu, mas na aldeia Kamayurá. Segundo reportagem da revista Época, que ouviu a avó de Lulu, Damares teria levado a criança irregularmente sob o pretexto de começar um tratamento dentário. A ministra, após a publicação da matéria, disse que “nenhuma lei foi violada". "A família biológica dela a visita regularmente. Tios, primos e irmãos que saíram com ela da aldeia residem em Brasília. Todos mantêm uma excelente relação afetiva”, disse a ministra na época, por meio de sua assessoria.

A Agência Lupa realizou uma checagem semelhante sobre esta desinformação.

Referências:

1. El País
2. IstoÉ
3. Revista Época
4. Poder360