Aos Fatos

Homem que agrediu Bolsonaro não é assessor na campanha de Dilma ao Senado

7 de setembro de 2018, 18h00


Não é verdade que Adélio Bispo de Oliveira, acusado de agredir o candidato Jair Bolsonaro (PSL), era assessor na campanha da ex-presidente Dilma Rousseff (PT-MG) ao Senado. A informação circula nas redes sociais desde a noite desta quinta-feira (6) e foi reproduzida pela conta oficial no Twitter do pastor e presidente da Assembleia de Deus e Vitória em Cristo, Silas Malafaia. No entanto, não há registro de ligação formal entre Oliveira, a campanha de Dilma ou mesmo o PT.

Nesta sexta-feira (7), Aos Fatos verificou em imagens como esta, além de um link do site MCI que circulavam no Facebook a mesma afirmação. Esse tipo de conteúdo foi marcado como FALSO na ferramenta de verificação do Facebook (entenda como funciona).


FALSO

Agressor de Bolsonaro é assessor da campanha de Dilma ao Senado

As informações falsas circulam no Twitter e no Facebook ao menos desde a noite de quinta-feira (6), quando o pastor Silas Malafaia afirmou que Adélio Bispo de Oliveira "assessora a campanha de Dilma ao Senado em Minas".

Como já desmentido por Aos Fatos em checagem publicada na última quinta-feira, não foi encontrado na relação de filiados ao PT de Minas Gerais divulgada pelo TSE o nome “Adélio Bispo de Oliveira”. É verdade, no entanto, que houve um “Adélio Bispo de Oliveira” filiado ao PSOL de Minas Gerais. Segundo os dados do TSE, consta que ele se filiou ao partido em maio de 2007, mas pediu desfiliação em dezembro de 2014.

Além disso, não há qualquer registro de ligação entre Adélio Bispo de Oliveira e a campanha de Dilma em Minas Gerais. Aos Fatos entrou em contato com a assessoria de campanha da ex-presidente, que negou qualquer vínculo. "Silas Malafaia mente. Não há qualquer vínculo da campanha com o sujeito responsável pelo ataque", afirmou a assessoria.

Por meio de seu Twitter oficial, Dilma anunciou que entraria com processo "por injúria, calúnia e difamação contra o senhor Malafaia".

Na sexta-feira (7), procurado pelo BuzzFeed News, o pastor Malafaia afirmou que sua afirmação foi baseada no que leu a respeito nas redes sociais. "Tá na mídia, em todos blogs, em tudo que é lugar", disse. “Que o cara trabalhava, não que ele fosse funcionário dela, nada disso. Não tem nada a ver com [ser] funcionário dela. Não é funcionário dela, mas tava ajudando na campanha porque ele é esquerdopata. Tava ajudando. Tá aí, todo mundo fala”.