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Foto de ato pelo impeachment de Dilma é usada para inflar protesto contra STF

Por Luiz Fernando Menezes

18 de novembro de 2019, 13h50


Uma fotografia registrada em março de 2015 tem sido compartilhada nas redes sociais como se mostrasse o público de uma manifestação realizada na Avenida Paulista no último domingo (17) contra ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), em especial Dias Toffoli e Gilmar Mendes. Porém, além de antiga, a imagem (veja aqui) mostra na verdade um protesto pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT).

A peça de desinformação aparece nas redes sociais sozinha ou em meio a outras fotografias que de fato foram registradas no último domingo. Juntas, as publicações já ultrapassam 52 mil compartilhamentos no Facebook. Todas elas foram marcadas com o selo FALSO na ferramenta de verificação da rede social (entenda como funciona).


FALSO

Após os protestos realizados em diversas cidades do país no último domingo (17) contra os ministros do STF, passou a circular nas redes uma imagem da Avenida Paulista, em São Paulo, repleta de manifestantes em quase toda a sua extensão. Diferentemente do que afirmam as publicações que compartilham a fotografia, no entanto, ela não é recente. A imagem foi registrada pelo fotógrafo Nacho Doce, da Reuters, em 15 março de 2015, durante uma manifestação pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff.

Segundo estimativa da PM (Polícia Militar), cerca de 1 milhão de pessoas compareceram ao protesto naquele dia. A polícia não divulgou estimativas do público presente na manifestação de ontem em São Paulo. Segundo registros da imprensa, o ato ocupou meio quarteirão da avenida,

Em alguns casos, a fotografia descontextualizada tem sido compartilhada por páginas e perfis pessoais acompanhada de legenda que afirma que a “grande mídia” não teria noticiado nada sobre as manifestações. Isso também não é verdade: a Folha de S.Paulo, o Estadão e O Globo, por exemplo, publicaram reportagens sobre o ato.

Referências:

1. G1
2. Gazeta do Povo
3. Folha de S.Paulo
4. Estadão
5. O Globo