Aos Fatos

É falso que biblioteca da Universidade Petrobras foi destruída

Por Luiz Fernando Menezes

29 de julho de 2019, 18h24


Não é verdade que a biblioteca e uma exposição da Universidade Petrobras, no Rio de Janeiro, foram destruídas na semana passada, como afirma publicação que circula nas redes sociais (veja aqui). As fotos que mostrariam o suposto desmantelamento do acervo são, na verdade, da mudança das instalações para outro edifício, também no Rio de Janeiro.

A informação falsa foi publicada originalmente pelo site Jornal GGN, que a atribuiu a uma fonte anônima, e reproduzida por diversos sites e perfis nas redes sociais antes de ser corrigida pelo portal.

Mesmo depois da correção, as informações falsas ainda aparecem em perfis pessoais no Facebook e somam mais de 3.000 compartilhamentos até a tarde desta segunda-feira (29). Todas as postagens foram marcadas com o selo FALSO na ferramenta de verificação do Facebook (veja como funciona).


FALSO

A Petrobras mantinha uma biblioteca e um museu de geologia no Rio de Janeiro, vinculado a Universidade da Petrobras, responsável pela formação e atualização de seus profissionais e intercâmbio com universidades. Homens chegaram na biblioteca e avisaram que os profissionais da Petrobras deveriam retirar o que quisessem, porque tudo seria triturado.

Destruíram o acervo e os registros de pesquisas. Lembram nazifascistas queimando livros.

Publicação que circula nas redes sociais afirma que uma biblioteca e um museu de geologia vinculados à Universidade Petrobras, no Rio de Janeiro, teriam sido destruídos na semana passada, assim como o acervo do local e os registros de pesquisa. A série de fotos que acompanha a publicação, no entanto, retrata a transferência das instalações da unidade para outro edifício. A Petrobras nega que o acervo tenha sido destruído e afirma que as imagens mostram apenas os adesivos das paredes que não serão reutilizados.

A Universidade Petrobras é uma unidade da empresa responsável por treinamentos para seus empregados. Segundo a Petrobras, as suas instalações "estão passando por um processo planejado de migração, que envolve a transferência de laboratórios e exposições para o Edihb [Edifício General Horta Barbosa]”.

A Petrobras diz ainda que os adesivos das paredes do Espaço de Geociência Terra e Petróleo foram descartados por já estarem “danificados pelo uso”, mas que o acervo do espaço “se encontra completamente preservado aguardando apenas a sua montagem em local apropriado”.

A informação falsa foi originalmente publicada pelo Jornal GGN e republicada por diversos outros sites, como The World News.net e Diário do Centro do Mundo, que, mais tarde, corrigiram o texto. Algumas publicações dizem, inclusive, que livros e pesquisas seriam triturados.

Segundo a nota da Petrobras, "a biblioteca faz uma triagem periódica de seu acervo e das doações que recebe. Livros em bom estado de uso são mantidos em seu acervo físico ou encaminhados para doação. Única e exclusivamente quando apresentam conteúdo defasado ou sem condições de uso, são encaminhados para reciclagem".

Após o esclarecimento da Petrobras, o Jornal GGN excluiu o texto original e publicou uma correção. Segundo o site, a fonte da informação sobre a destruição teria partido de “um leitor que pediu para não se identificar” e que “encaminhou as imagens ao GGN e disse que funcionários do local foram abordados por homens avisando que eles retirassem o que quisessem, porque o local seria destruído”.

Referências:

1. Petrobras