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Renan Viana/UEPA

Como a desinformação provocou rejeição de jovens à vacina contra HPV no Acre

Por Amanda Ribeiro

5 de setembro de 2019, 16h22


Com relatos que vão de dores de cabeça à parada cardíaca, grupos e páginas do Facebook reúnem histórias de cerca de 70 adolescentes do Acre que se consideram vítimas da vacina contra o HPV. As publicações, em tom de testemunho, frequentemente trazem fotos e vídeos que mostram episódios de crises convulsivas, desmaios e internações. No entanto, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) e uma série de estudos científicos, a vacina é extremamente segura.

O papilomavírus humano (HPV) é o principal responsável pelo câncer de colo do útero, uma doença que tem desenvolvimento silencioso e é a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil. A vacina quadrivalente é aplicada de graça pelo SUS (Sistema Único de Saúde) em meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos e protege contra quatro subtipos do vírus (6, 11, 16 e 18), dois deles causadores de cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero.

Segundo o Ministério da Saúde, os efeitos colaterais mais comuns associados à vacina contra HPV são reações locais (dor, inchaço, e vermelhidão), dor de cabeça e febre em menor incidência. Podem ocorrer eventualmente desmaios e formigamento nas pernas, que, de acordo com o ministério, não são relacionados especificamente à vacina, mas a questões emocionais e ao medo de tomar injeção.

Campanhas nas redes. Nas redes sociais, diversos grupos condenam a vacina desde 2014, quando o Ministério da Saúde iniciou uma campanha nacional de vacinação nas escolas. No Acre, as histórias disseminadas no Facebook sustentam que as jovens tinham uma saúde perfeita e passaram a ter crises convulsivas, dores de cabeça e fraqueza depois da imunização. “Para mim, a vacina [contra o] HPV é o maior crime da história das vacinas. Que isso cale os defensores”, diz uma publicação em uma das páginas.

Em geral coordenadas pelas mães, algumas páginas têm títulos padronizados: “Vítima da Vacina contra o HPV no Acre” mais o nome da adolescente. Os comentários dos usuários vão de frases de apoio aos parentes das meninas ao repúdio total à imunização. As mães que afirmam com veemência que jamais vacinarão as filhas são apoiadas por curtidas e frases de encorajamento. Muitas dizem ter “aberto os olhos” ao ler as histórias.

Ao responder a uma usuária que comenta em uma das postagens, Leila Grarciene, tia de uma das supostas vítimas e responsável por um dos grupos de mães contra a vacina, lamenta: “Se tivesse tido a chance de voltar atrás. Que culpa carrego”.

Leila também é administradora do grupo “Vítimas da Vacina HPV no Acre”. Ali, cerca de 400 usuários recebem e compartilham links de vídeos como “Gardasil [nome da vacina aplicada no Brasil], uma esterilização disfarçada de nossas jovens meninas?” e textos do site Coletividade Evolutiva, que dissemina informações falsas a respeito de várias formas de imunização. De acordo com o site, a vacina deixaria as mulheres na faixa de 20 anos inférteis, teria causado paralisia em uma menina de 12 anos e seria substituível pelo açafrão, planta que seria indicada para inibir diversos vírus como os da zika, do HPV, da herpes e da hepatite. Nada disso é verdade.

Impacto na cobertura vacinal. As denúncias das mães de supostas vítimas da vacina têm sido consideradas como um dos fatores para a queda nos índices de cobertura vacinal em Rio Branco, capital do Acre, de onde a maioria dos casos é relatada. Isso porque o medo de efeitos colaterais e a falta de confiança em informações oficiais sobre as vacinas são dois desafios comuns em casos de campanhas de imunização.

De acordo com Gloria Nascimento Silva, chefe do Departamento de Vigilância em Saúde do Governo do Estado do Acre, o fato de as mães terem recorrido às redes sociais pode ter ajudado a causar um certo “tumulto”.

A coordenadora do núcleo do PNI (Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde) no Acre, Renata Quiles, também não descarta a possibilidade de que a criação de páginas e grupos no Facebook de denúncia aos supostos efeitos da vacina tenha ajudado a disseminar a desinformação sobre as reações colaterais da imunização. “Acredito que a força que elas adquiriram ao se encontrar neste grupo podem, sim, ter influenciado, mesmo sem que elas percebessem, a indução de novos casos [de supostas vítimas], porém de forma totalmente involuntária.”

Na capital acreana, em 2014, a cobertura vacinal da primeira dose foi de 92,7%. Em 2016, a taxa caiu para 12,7%, e em 2018 foi de apenas 6%. O movimento de queda ocorreu também no Acre e no Brasil como um todo. Em 2018, a taxa de cobertura da primeira dose foi de 10,2% no estado, e a média nacional foi de 13,8%. A meta do Ministério da Saúde é vacinar 80% do público-alvo.

Parte dessa queda nas taxas pode ser explicada pelo fato de o público-alvo ter sido ampliado e de abranger um intervalo de idades. Ou seja, as crianças de 9 anos que foram vacinadas em 2014 já não serão vacinadas nos anos seguintes. Ainda assim, também é possível observar uma desadesão do público-alvo à imunização entre a primeira e a segunda dose da vacina. Entre 2014 e junho de 2017, 78,2% das meninas entre 9 e 15 anos tomaram a primeira dose da vacina no Acre, mas apenas 43,8% tomaram a segunda. No Brasil, a taxa é de 73,6% e 43,2%, respectivamente.

O Ministério da Saúde não descarta que questões relacionadas à divulgação de “reações psicogênicas” após a vacinação também tenham contribuído para a diminuição da taxa de cobertura no Brasil. “A ocorrência desses eventos [de reação psicogênica], que foram amplamente divulgados nos meios de comunicação, em especial, nas redes sociais, fez com que tanto os pais como as adolescentes tivessem receio com relação à segurança da vacina, reduzindo para 60% a cobertura vacinal da segunda dose no ano de 2014”, afirma o ministério em documento.

O professor e pesquisador do Laboratório de Comunicação e Saúde e do Observatório Saúde na Mídia da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) Igor Sacramento afirma que a divulgação dos sintomas associados à vacina sem que haja ainda uma comprovação médica dos casos acaba criando uma rede de desinformação que afeta a confiança da população. “Eu entendo, me solidarizo com as vítimas e com as suas mães, mas a disseminação desses conteúdos acaba contribuindo para espalhar a desinformação sobre uma vacina que é, sim, segura”, afirma.

De acordo com Sacramento, o tom de testemunho das postagens das páginas faz com que as pessoas se identifiquem e tenham uma tendência maior a acreditar no que está sendo relatado: “O relato científico é rivalizado com a experiência. Nossa configuração de expertise vem mudando. Agora ela valoriza muito mais a experiência, o testemunho dessas mães, do que o que é dito em artigos científicos”.

Apuração do caso. Apesar da forte crença de que os sintomas das jovens seriam causados pela reação à vacina, o diagnóstico das adolescentes do Acre não foi confirmado pelos médicos que as atenderam nas inúmeras incursões a centros de saúde no estado. “A gente dizia para os médicos [que os sintomas eram causados pela vacina], e eles diziam que era besteira, não acreditavam no que a gente falava”, diz Bruna Alita, mãe de S., em mensagem ao Aos Fatos.

As reclamações de Alita e de outras mães, que chegaram a organizar protestos na capital, levaram o Ministério Público do Acre a abrir, em outubro de 2017, um procedimento administrativo para averiguar uma possível relação de causalidade entre a vacina contra o HPV e os sintomas apresentados pelas adolescentes.

De acordo com o promotor Glaucio Oshiro, responsável pelo caso, o processo foi movido em resposta aos pedidos de uma mãe que dizia ter certeza que os sintomas que a filha apresentava há três anos eram ligados à vacina, mas que não conseguia atendimento adequado no setor público de saúde.

Como não era possível estabelecer uma relação de causalidade devido à distância temporal que separava a imunização dos sintomas, Oshiro solicitou a reunião de outros adolescentes que eram apontados como vítimas da vacina. Até aquele momento, em 2017, havia 22 notificações de jovens que supostamente teriam sofrido reações à imunização. Hoje, o número gira em torno de 70.

Para investigar os 17 casos considerados mais graves, foi estabelecida uma parceria com o Ministério da Saúde, que tem encaminhado as adolescentes em duplas para a realização de uma série de consultas e procedimentos no Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo), na capital paulista. Lá, as jovens passam por uma bateria de exames de imagem e laboratório que tentam estabelecer um diagnóstico preciso para os sintomas. São conduzidos, inclusive, segundo Oshiro, vídeo eletroencefalogramas, que monitoram a atividade cerebral das adolescentes por dispositivos de vídeo ao longo de 24 horas.

S., filha de Alita, foi uma das adolescentes destacadas para a bateria de exames em São Paulo. O diagnóstico recebido pela adolescente, no entanto, não convenceu a mãe: convulsão psicogênica, causada por questões de fundo psicológico, e não orgânico. Isso, de acordo com os médicos, descartaria qualquer relação com a vacina.

Para Alita, o diagnóstico não foi preciso, e os procedimentos não foram adequados. “A gente foi levado ao prédio psiquiátrico, onde as meninas foram atendidas apenas por psiquiatras e um neurologista”, afirma. Procurado por Aos Fatos para que se manifestasse sobre os exames realizados e o atendimento às adolescentes, o Ministério da Saúde não quis se pronunciar.

As acusações de Alita, no entanto, são refutadas por Renata Quiles, coordenadora do Núcleo do PNI no Acre. Segundo ela, as adolescentes foram acompanhadas por neurofisiologistas, psiquiatras, psicólogos, neuropediatras e profissionais de outras especialidades que o hospital julgou necessárias de acordo com cada caso. “Acho triste esse posicionamento dela. Ela passou por todo o tratamento na USP. Passou 15 dias lá e com uma megaestrutura preparada para oferecer a melhor investigação a elas.”

Quiles e o promotor Glaucio Oshiro ressaltam que, independentemente de o diagnóstico estar ou não relacionado à vacina contra o HPV, as adolescentes serão tratadas. “Seja ou não de fundo psicogênico, o tratamento precisa ser conduzido”, afirma Oshiro. O promotor ressalta, ainda, que a dificuldade de aceitação das mães pode estar relacionada ao medo de que o tratamento não seja realizado caso se comprove que a vacina não tem ligação com os sintomas apresentados pelas jovens.

De acordo com Oshiro, até o momento, foi descartado, dentre as pacientes analisadas, a relação de causalidade com a imunização. O resultado definitivo da investigação do Ministério Público, no entanto, só deve ocorrer em novembro, quando todas as meninas já tiverem sido submetidas aos exames. Enquanto isso, foi colocada à disposição das adolescentes uma equipe formada por neuropediatras, endocrinopediatras, reumatologistas, ginecologistas, psicólogos, assistentes sociais e infectologistas, além de carros disponíveis para consultas e exames em Rio Branco.

O promotor afirma que alguns médicos do Acre não descartam a possibilidade de que os sintomas das meninas tenham sido causados por uma crise psicogênica em massa, também conhecida como histeria coletiva. De acordo com o Ministério da Saúde, a crise pode ser definida como “um distúrbio psicológico em que um grupo de pessoas passa a ter, ao mesmo tempo, um comportamento inesperado ou apresentar sinais e sintomas de aparente adoecimento sem que se consiga estabelecer uma causa aparente”.

Quiles, do PNI, ressalta que é preciso que exista algum grau de proximidade entre as vítimas para que se desencadeie uma crise de histeria coletiva, o que não se verifica na maior parte dos casos. Ela não descarta, no entanto, que a criação dos grupos tenha ajudado a disseminar a história.

Questões morais. Igor Sacramento, da Fiocruz, afirma que, além dos temores associados à segurança da vacina, há uma particularidade social relacionada ao HPV. “Há um pânico moral no que diz respeito à vacina, e isso está relacionado a uma desordem social. É colocada em questão a sexualização das meninas graças à vacina, e isso atrapalha muito.”

O professor do Departamento de Medicina Preventiva da USP (Universidade de São Paulo) José Eluf Neto também avalia que parte dos motivos ligados à baixa aceitação da vacina se deve ao medo da sexualização precoce. Isso estaria relacionado à faixa etária escolhida para vacinar o público-alvo contra um vírus adquirido por meio do contato sexual. “Por isso, o foco das campanhas tem que mudar. As pessoas têm que saber que a vacina combate o câncer”, afirma.

Segundo a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), escritório regional da OMS para as Américas, as vacinas contra o HPV funcionam melhor se administradas antes da exposição ao vírus. Por isso, é preferível aplicá-las antes da primeira atividade sexual. De acordo com o Ministério da Saúde, “estudos também verificaram que nesta faixa etária [9 a 14 anos] a vacina HPV quadrivalente induz melhor resposta quando comparada em adultos jovens, e que as jovens vacinadas sem contato prévio com HPV têm maiores chances de proteção contra lesões que podem provocar o câncer uterino”.

Vacinação e segurança. Instituída no calendário anual de vacinação desde 2014, a vacina quadrivalente contra o HPV protege contra quatro subtipos do vírus: 6, 11, 16 e 18. Enquanto os dois primeiros estão associados à maior parte dos casos de verrugas genitais e papilomas laríngeos (tumor benigno na laringe), os dois últimos estão ligados a cerca de 70% dos casos de câncer de colo de útero.

Em 2014, a vacinação era prevista, em duas doses com intervalo mínimo de seis meses, para meninas de 11 a 14 anos. A partir de 2017, a faixa etária foi estendida para 9 a 14 anos, e a vacinação foi disponibilizada também para meninos de 11 a 14 anos. De acordo com o Ministério da Saúde, a previsão é que a faixa etária de vacinação de meninos também seja ampliada até 2020.

A Sociedade Brasileira de Pediatria e a Sociedade Brasileira de Imunizações atestam a eficiência e a segurança da vacina e recomendam a sua aplicação. Em relatórios que avaliam periodicamente a segurança das vacinas, a OMS afirma que a imunização contra o HPV, aplicada em cerca de 85 países, não é responsável por nenhum efeito adverso grave. A reação mais comum, observada em mais de 1% da população vacinada, foi febre. Ainda segundo o órgão, a chance de anafilaxia (grave reação alérgica que pode levar à morte) é de 1,7 a cada milhão de doses aplicadas.

Em um fact-sheet sobre HPV, a organização relata um caso que ganhou repercussão na mídia do Reino Unido em 2009, quando foi amplamente noticiada a história de uma adolescente que morreu 75 minutos depois de ser imunizada contra o vírus. Apesar de veículos de imprensa estabelecerem automaticamente a causalidade entre a vacina e a morte, foi constatado logo em seguida que a vítima tinha um tumor no peito, até então não descoberto.

Câncer e prevenção. O indício de contaminação pelo HPV pode ser identificado pelo o Papanicolau, exame ginecológico preventivo que ajuda a detectar células anormais no revestimento do colo do útero, como as causadas pelo vírus. Como a vacina não protege contra todos os tipos do HPV, o exame deve ser feito com regularidade inclusive em mulheres vacinadas.

A ampliação da cobertura do preventivo é apontada por Rodrigo Lima, médico e membro da SBMFC (Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade) como uma das possíveis formas de conter o avanço do HPV. Em 2014, durante uma fala em congresso reproduzida na coluna da jornalista Cláudia Collucci, da Folha de S.Paulo, Lima afirmou que não era favorável à implantação da vacina contra o HPV como política de saúde pública.

À época, ele argumentou que não fazia sentido substituir o Papanicolau por uma vacina cara e que não era necessariamente segura. “Só de imaginar uma filha minha com paralisias causadas por uma vacina dessas eu descarto a ideia rapidinho. Pretendo promover uma educação sexual boa para minhas filhas, para que saibam que precisam se proteger usando preservativo (até porque outros problemas como gravidez indesejada, HIV, hepatite B, entre outros, estão batendo na porta o tempo todo)”, disse. Atualmente, no entanto, seu posicionamento é outro.

Contatado por Aos Fatos, o médico contou que, há cinco anos, inquietava-se com duas questões: segurança e custo-efetividade. Apesar de ainda acreditar que a vacina seja cara para o SUS — em documento de 2013, o Ministério da Saúde diz que cada dose teria um custo de R$ 30 —, hoje ele tem outra visão sobre a segurança. “Em 2014 tínhamos poucos estudos, e os maiores tinham problemas metodológicos que colocavam suas conclusões a respeito da segurança da vacina em xeque. Cinco anos depois temos muito mais informações disponíveis, e temos uma quantidade muito maior de pessoas expostas à vacina, o que aumenta a confiança na segurança dela.”

Mesmo assim, Lima diz não descartar que a imunização possa causar reações graves, como as convulsões apresentadas pelas adolescentes do Acre. “Qualquer vacina induz uma resposta imunológica no organismo que pode ‘passar do ponto’, para falar de forma simples, e atacar o próprio corpo, provocando este tipo de complicação. No entanto os casos relatados parecem ter sido adequadamente investigados e quase nenhuma das suspeitas teve sua relação com a vacina comprovada”, afirma.

A tese de que a vacina possa causar reações adversas graves em uma escala tão grande quanto a que ocorreu no Acre é refutada por Eluf Neto. “Problemas neurológicos não foram comprovados. Se tiver reação neurológica, é a exceção da exceção”, diz.

O médico cita como exemplo um caso ocorrido em Bertioga (SP), em 2016, quando, após uma campanha de vacinação contra o HPV, 11 meninas da mesma escola apresentaram efeitos colaterais. Três delas foram hospitalizadas com sintomas graves, como paralisia, dores fortes pelo corpo e perda de sensibilidade. Depois de serem submetidas a uma série de exames, no entanto, não foi constatada nenhuma alteração que indicasse um problema efetivo de saúde.

Em nota oficial divulgada à época, o Ministério da Saúde afirmou que o que ocorrera havia sido uma reação psicogênica em massa, ou crise de histeria coletiva. Mesmo depois do anúncio, no entanto, algumas meninas continuaram apresentando os sintomas.

Referências:

1. OMS (Fontes 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7)
2. Centers for Disease Control and Prevention
3. Journal of the National Cancer Institute
4. Instituto Nacional do Câncer
5. Ministério da Saúde (Fontes 1, 2, 3 e 4)
6. American Nurse Today
7. Instituto Neurologia Funcional
8. Organização Pan-Americana de Saúde
9. Sociedade Brasileira de Pediatria
10. Sociedade Brasileira de Imunizações
11. The Guardian
12. Folha de S.Paulo
13. Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS
14. Istoé
15. Veja SP