Aos Fatos

Cidades-sede da Copa de 2014 ainda têm obras por fazer e problemas de transparência

Por Judite Cypreste e Luiz Fernando Menezes

16 de julho de 2018, 11h00


Nos dias que seguiram a abertura do Mundial da Fifa de 2018, a equipe de Aos Fatos resgatou o que foi cumprido e o que ainda está a cumprir das promessas feitas por governantes das principais cidades-sedes brasileiras a sedirarme a Copa de 2014. Ao longo de quatro semanas, foram publicadas análises detalhadas sobre o legado nas cidades do Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Constatou-se, então, que a maior parte dos projetos ligados ao megaevento esportivo foi concluída, mas há lacunas expressivas, sobretudo em Belo Horizonte, Brasília e em Salvador. Nessas capitais, os governos locais não conseguiram oferecer à população nem a metade dos projetos pretendidos.

Nesse mesmo período, a investigação de Aos Fatos também foi barrada pela política de transparência do governo federal. O Portal de Transparência da Copa 2014 não pode mais ser acessado pela internet desde 21 de junho. A CGU (Controladoria Geral da União), responsável pela manutenção e alimentação dos dados, disse que a retirada já estava prevista devido à determinação de uma portaria, mas Aos Fatos constatou que o prazo estipulado pelo próprio órgão foi antecipado em dez dias. O resultado da apuração está aqui.

Veja, abaixo, o resultado da apuração nas principais cidades-sede da Copa de 2014. Clique nos títulos para ler.

Em BH, apenas 9 de 25 projetos para 2014 foram concluídos

6 das 15 promessas do Mundial de 2014 em Brasília não foram cumpridas

Em Porto Alegre, 7 de 10 promessas foram realizadas

Rio cumpre ao menos 2/3 de promessas para Mundial

Em Salvador, 8 das 17 promessas foram cumpridas

São Paulo cumpre a maioria das promessas para o Mundial