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Cid Gomes não fez discurso contra Haddad na Câmara; vídeo é do deputado Alceu Moreira em 2017

Por Luiz Fernando Menezes

28 de outubro de 2018, 16h20


O parlamentar que aparece em um vídeo na Câmara dos Deputados criticando um candidato do PT não é Cid Gomes (PDT-CE), senador eleito pelo Ceará e irmão de Ciro Gomes, mas sim o deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS). O discurso também não era direcionado a Fernando Haddad (PT). Feito em junho de 2017, a fala se referia ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ainda era candidato à Presidência pelo PT à época.

O discurso foi proferido em plenário por Moreira logo depois de a Procuradoria Geral da República denunciar o presidente Michel Temer, em junho de 2017. Seu objetivo era mostrar incongruências da oposição do governo, principalmente os petistas, que defendiam a cassação de Temer enquanto o ex-presidente Lula era “réu por seis vezes, o chefe da Larapiolândia, o larápio-mor”.

O vídeo, que foi publicado por perfil pessoal, acumulava quase 400 compartilhamentos no Facebook até a tarde deste domingo (28). O conteúdo foi denunciado por usuários do Facebook e classificadas com o selo FALSO na ferramenta de verificação da rede social (entenda como funciona).


FALSO

Cid Gomes novamente detona o PT e acaba de vez com a candidatura de Haddad

Um vídeo no qual um parlamentar, em discurso na Câmara Federal, critica o PT e o “cidadão que eles querem que assuma a Presidência da República” está circulando pelas redes sociais sendo atribuído a Cid Gomes, irmão de Ciro Gomes. Nele, Cid estaria criticando o candidato Fernando Haddad (PT). O parlamentar também não é Cid Gomes, mas sim Alceu Moreira (MDB-RS), reeleito deputado federal. O discurso, além de ser de 2017, não se referia a Haddad, mas a Lula.

A fala de Moreira ocorreu no dia 27 de junho de 2017 em Plenário na Câmara e dizia respeito ao envolvimento das lideranças petistas, principalmente o ex-presidente Lula, em esquemas de corrupção. O deputado criticou o PT para defender a improcedência das críticas dos partidos oposicionistas ao Presidente Michel Temer, que tinha sido denunciado por corrupção no caso da mala de dinheiro do ex-assessor Rocha Loures: “eles querem porque querem tirar o Presidente da República por ter sido indiciado. O que é o indício? O indício é a possibilidade de. Talvez seja”.

Na época do discurso, Cid Gomes nem exercia cargo parlamentar. Sua última participação no governo foi como ministro da Educação de janeiro a março de 2015, quando Dilma Rousseff ainda era presidente. Nessas eleições, Cid foi eleito senador no Ceará.

É fato, no entanto, que o irmão de Ciro Gomes criticou o PT logo após o primeiro turno. Durante seu discurso em ato a favor da chapa de Haddad, o senador eleito falou que o partido iria perder a eleição se não fizesse “mea culpa”. Mesmo afirmando que seu voto no segundo turno seria em Haddad, Cid disse que “se [o PT] quiser dar um exemplo para o País, tem que fazer um mea culpa, tem que pedir desculpas, tem que ter humildade de reconhecer que fizeram muita besteira"

Cid reforçou seu voto em Haddad no segundo turno em seu Twitter oficial: