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Assessor do PT que venceu Mega-Sena não comprou carro de luxo antes do sorteio

Por Amanda Ribeiro e Luiz Fernando Menezes

20 de setembro de 2019, 16h59


Não é verdade que um dos assessores do PT que ganhou o prêmio da Mega-Sena na última quarta-feira (18) comprou um carro de luxo antes da divulgação do resultado do sorteio, como dizem publicações nas redes sociais (veja aqui). Além de a foto compartilhada com a peça de desinformação retratar um empresário de Cuiabá, o nome do suposto assessor, Miquéias Mendonça, não aparece nem na base de filiados do PT no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), nem na lista de funcionários do partido da Câmara e do Senado.

Publicadas por páginas e perfis pessoais no Facebook, as postagens acumulam ao menos 20 mil compartilhamentos nesta sexta-feira (20). Todas as publicações foram marcadas com o selo FALSO na ferramenta de monitoramento da rede social (saiba como funciona). O conteúdo também foi enviado por leitores do Aos Fatos no Whatsapp como sugestão de checagem (inscreva-se aqui).


FALSO

A CASA CAIU: Assessor do PT que ganhou na Mega-Sena comprou carro de luxo antes do resultado do sorteio.

Depois que foi divulgado que um bolão feito por funcionários da liderança do PT na Câmara ganhou o prêmio acumulado de R$ 120 milhões da Mega-Sena na última quarta-feira (18), passaram a circular nas redes publicações que afirmam que que um dos ganhadores teria comprado um carro de luxo três dias antes do resultado do sorteio. No entanto, a foto usada nas postagens não mostra um assessor do partido, e o nome citado também não faz parte da lista de funcionários do gabinete do PT na Casa.

A imagem foi retirada de uma reportagem do Fantástico de abril deste ano sobre um golpe aplicado em proprietários de carros de luxo em Cuiabá. O homem que aparece na foto é, na verdade, o empresário Marcelo Sixto Schiavenin, acusado de sumir com carros que estavam à venda em sua loja.

O nome de Schiavenin não consta nas listas de servidores da Câmara dos Deputados, nem do Senado. Também não aparece nas duas listas o nome citado na peça de desinformação: Miquéias Mendonça, que, segundo o texto, seria assessor do partido desde 2013.

Aos Fatos também procurou os dois nomes entre os funcionários dos gabinetes de todos os deputados petistas e não encontrou nenhum resultado.

Em consulta nas bases de filiados do PT no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), também não apareceram os nomes de Miquéias Mendonça e de Marcelo Sixto Schiavenin.

O Boatos.org e o e-Farsas também checaram o boato como FALSO.

Referências:

1. G1 1, 2
2. Fantástico
3. Câmara
4. Senado
5. TSE