Aos Fatos

Gil Ferreira/SCO/STF

Aos Fatos firma parceria com Jota para checar desinformação sobre Judiciário

11 de junho de 2019, 12h00


Com objetivo de checar desinformação sobre o Poder Judiciário, Aos Fatos e o portal jurídico Jota passam a integrar a partir desta terça-feira (11) o Painel Multisetorial de Checagem de Informações e Combate a Notícias Falsas. Em parceria com o STF (Supremo Tribunal Federal), a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e entidades de classes de magistrados, os dois sites vão apurar juntos peças de desinformação que eventualmente circularem nas redes sociais e em comunicadores privados.

O painel será lançado nesta terça-feira em evento no Salão Nobre do STF. A diretora e cofundadora do Aos Fatos, Tai Nalon, destaca a importância da parceria: "é necessário checar fatos todo dia para ser um cidadão mais consciente do valor da informação confiável e autônomo para tomar decisões com segurança".

A partir do monitoramento de redes sociais e comunicadores como o WhatsApp, Aos Fatos vai mapear o conteúdo de desinformação que está sendo produzido sobre o sistema judiciário e, junto com os especialistas do Jota, checar informações segundo metodologia auditada pela IFCN (International Fact-Checking Network). Caso seja constatada desinformação relevante, ambos os veículos terão liberdade de publicar o desmentido em seus sites e divulgarão o material verificado em suas redes.

O objetivo da parceria é amplificar nas redes a presença de informação apurada, checada e qualificada sobre o Judiciário, assim como ressaltar a necessidade de sempre checar os fatos que circulam nas redes sociais. Segundo o CNJ, essa ação é necessária tendo em vista que a Justiça brasileira lida diariamente com temas sensíveis e que podem afetar a vida dos cidadãos se o teor de suas decisões for distorcido.

"A checagem de fatos costuma se concentrar mais nas divergências da esfera política, eleitoral. Mas, com a proeminência do Judiciário no Brasil, ele se tornou alvo de desinformação, e nossa função é ajudar o eleitor a saber o que é fato e o que não é", explica Felipe Recondo, do Jota.