Aos Fatos

O especial 'Aos Fatos checa Cidade dos Sonhos' se propõe a monitorar declarações de candidatos à prefeitura do Rio de Janeiro e de São Paulo em temas como mobilidade, sustentabilidade e qualidade de vida.

Clique nos quadros abaixo para saber do que os candidatos estão falando e a respeito do que eles silenciaram. Para saber de mais detalhes, clique nos quadros por tema.

Quer entender melhor o projeto? Saiba mais.

Legenda

  • O candidato mantém suas propostas
  • O discurso sobre o tema mudou
  • O candidato voltou atrás no que disse
  • Assunto ainda não abordado pelo candidato

João Doria

(PSDB)

9

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Não alterou

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Alterou Alterou

Alterou

3

Vai e volta Vai e volta

Vai e volta

7

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Ônibus de madrugada

Ampliar o número de linhas para o serviço noturno nos finais de semana. (Programa de governo)

Vamos ampliar o horário de funcionamento para que a população que trabalha à noite em São Paulo tenha acesso ao transporte coletivo. Isso é absolutamente essencial numa cidade onde muitos servidores, provavelmente como você, profissionais, trabalhadores, trabalham à noite. (…) Vamos fazer, sim, para o transporte de ônibus, e vamos fazer uma gestão, sim, junto ao governo no estado de São Paulo para que metrô e trens possam também funcionar em horário estendido. (Debate RedeTV! – 2.set)

Primeiro, tem transporte à noite. Você não tem transporte com abundância que tem durante o dia, mas há transporte à noite. São Paulo não fica parada de noite, não. São Paulo é uma cidade 24 horas. Você tem teatros, bares, restaurantes, call centers, vários serviços que funcionam de noite. E as pessoas utilizam transporte coletivo, ou você acha que não, todo mundo anda de Uber? Usam transporte coletivo, sim. Então é uma falácia essa história de que não tem transporte coletivo à noite. Tem. Não tem na abundância que tem durante o dia, por uma razão óbvia, você tem menos público para utilização desse transporte. Mas ele existe. E, onde não existir, criaremos linhas, ainda que temporárias, para atender determinada localização daquele hospital. (Entrevista à TV Brasil e El País - 14.set)

O candidato disse, num primeiro momento, que irá estimular o transporte coletivo noturno, pela necessidade de trabalhadores e do lazer do fim de semana. Agora, diz que criará linhas de ônibus noturnas 'temporárias', onde não existe, para atender hospitais. Não fica clara a intenção real do candidato a respeito do tema.

Cidade para pessoas

Estimular a geração de emprego e de oportunidades, atividade empreendedora no próprio local onde as pessoas vivem, para diminuir o tempo de deslocamento. (Sabatina na Record News – 7.set)

Quero deixar muito claro: nós vamos manter os subsídios. É um programa social. É importante que a tarifa seja preservada e seja mantida nas condições em que se encontra. Nós não faremos nenhum tipo de alteração nas tarifas de ônibus. Ao contrário, vamos procurar integrar ainda mais os serviços do município com os ônibus, com os serviços do Estado, no metrô e nos trens, para permitir mais facilidade e, sobretudo, reduzir o tempo em que o trabalhador fica dentro do ônibus para se dirigir da sua casa para o seu trabalho, e de volta do trabalho para a sua casa. Isso é perfeitamente possível, uma redução de 15 a 20 minutos no tempo despendido hoje, com algumas medidas positivas e efetivas no transporte coletivo. Por exemplo, utilizando ônibus articulados e bi-articulados nos corredores que serão, aproveito para mencionar, mantidos nessa nossa gestão. E criar o embarque mais fácil, o Embarque Fácil, onde as pessoas possam comprar e entregar o seu bilhete antes mesmo da entrada no ônibus. Portanto, preservar o sistema tarifário e o direito justo já adquirido pela população na cidade de São Paulo. Política social não se mexe, se evolui, se preserva e se respeita. (Debate TV Gazeta – 18.set)

Não [é a favor do pedágio urbano]. (Entrevista ao G1 – 21.set)

Não [é a favor do passe livre para desempregados]. (Entrevista ao G1 – 21.set)

Menos estacionamentos

Implantar bolsões de estacionamento pagos com Bilhete Único nas extremidades das linhas de ônibus troncais e metrô, estimulando a transferência do usuário de automóvel para o transporte público. (Programa de governo)

Ônibus no corredor

Não vamos retirar faixas, apenas disse, mencionei, e repito, vamos reestudar algumas. (Debate da Band - 22.ago)

Agosto de 2016

O candidato disse, durante o debate da Band, que iria "reestudar" algumas faixas exclusivas de ônibus. Depois, na mesma ocasião, sem entrar em detalhes, disse que os corredores serão "ampliados". Em sabatinas, Doria tem dito, sem detalhes, querer ceder à iniciativa privada a gestão dos corredores.

Os corredores de ônibus serão, inclusive, aprimorados, ampliados, e colocados também com os ônibus duplos, os ônibus conectados, que transportam 150 passageiros, ao invés de 70 passageiros como os ônibus normais. Este ônibus serão também não poluentes, vamos exigir isso das concessionárias para que tenham um combustível não poluente. Que tenham Wi-Fi gratuito dentro os ônibus e funcionamento melhor dentro dos ônibus. (Debate da Band - 22.ago)

Primeiro, não haverá nenhum custo para o usuário. Precisamos melhorar a utilização da faixa exclusiva de ônibus. Viemos observando que o tempo entre as composições de ônibus que usam as faixas exclusivas é muito grande. Se você tem essa faixa, o ideal é que a distância seja menor. Como você controla isso? Com tecnologia, o GPS. Você sabe se aconteceu algo no caminho que está dificultando o tráfego. E o resultado será mostrado em um aplicativo. Quando você acessar seu celular, ele abre com uma publicidade de 15 a 20 segundos, como qualquer outro aplicativo. Essa é a remuneração de quem vai explorar essa operação. (…) Claro. Cada vez que você acessar, você terá uma informação. Essa remuneração virá dos acessos ao aplicativo dos 5 milhões de pessoas que potencialmente poderiam utilizar a via. (Entrevista ao Jornal Metro – 5.set)

Os corredores e faixas exclusivas são bons programas. Eu, republicanamente, compreendo isso. Mas podem melhorar, e nós vamos melhorar. Os corredores exclusivos de ônibus vão ter exclusivamente o uso de ônibus, articulados e biarticulados, que são aqueles maiores. Um ônibus normal transporta cerca de 70 passageiros; um ônibus articulado, 150; um bi-articulado pode transportar até 250 passageiros. Nós vamos tornar obrigatório nestes corredores exclusivamente o uso desses ônibus, que transportam mais pessoas num tempo menor. Estes ônibus deverão ter, obrigatoriamente, acessibilidade para pessoas com deficiência, ar-condicionado, wi-fi gratuito dentro dos ônibus e GPS. E o sistema de GPS em forma de aplicativo você, na sua casa, antes de sair, vai saber o horário que passa o ônibus no ponto que você vai. (Entrevista à Jovem Pan – 14.set)

É concessão, não é privatização [sobre os corredores de ônibus]. (...) [A iniciativa privada] entra primeiro com a concessão que nós vamos fazer para que os corredores possam ser explorados tecnologicamente, para melhorar a tecnologia. Todos os ônibus terão GPS, que aí você tem via satélite o acompanhamento desses ônibus. Isso não vai criar nenhum ônus para o usuário. Vamos ter as estações BRT em linhas diretas, naquelas linhas exclusivas. O aplicativo tem publicidade, como todos os aplicativos ou como muitos aplicativos. Aí você tem a remuneração. Qualquer mídia que você tem 3,5 milhões de impacto [de pessoas que acessariam], isso é muito, isso é uma mídia substantiva. Não precisa ter publicidade nas faixas, nada que mude a lei Cidade Limpa. (Entrevista à Jovem Pan – 14.set)

Bem, nós vamos efetivar um programa chamado Rapidão, para permitir que os ônibus nos corredores tenham maior efetividade, maior tempo, maior velocidade, respeitando, evidentemente, os limites, e permitindo, assim, o transporte de mais pessoas num menor período. E, repito, a integração com o governo do Estado, através dos trens, e do metrô. (Debate TV Gazeta – 18.set)

Os corredores – nós vamos chamar de “Rapidão”-, terão ônibus articulados e bi-articulados. Hoje os ônibus atendem a 70 passageiros, os articulados, 150, e os bi-articulados, 250 passageiros. Vamos colocar tecnologia. Primeiro para os passageiros, com wi-fi gratuito em todos eles - aliás a prefeitura começou, nós vamos expandir-, ar condicionado e acesso às pessoas deficientes. Controle de GPS, para permitir um melhor funcionamento de todos os corredores, e o embarque em sistema BRT. A publicidade no aplicativo, no seu celular, é que vai pagar esse serviço. A população não vai pagar um centavo a mais. Pelo contrário, terá um serviço de melhor qualidade e economia de tempo. (Debate no SBT – 23.set)

E maior velocidade na utilização dos corredores, com tecnologia, ônibus articulados, bi-articulados, e também os interbairros, para fazer uma nova malha, um novo desenho, para que os ônibus interbairros não tenham que passar pelo centro. (Debate no SBT – 23.set)

Iluminação eficiente

Vamos fazer uma PPP para permitir que a iluminação de LED, que é a tecnologia mais moderna, que economiza recursos da prefeitura, melhora a qualidade da iluminação substancialmente, oferecendo melhor segurança para a população. Vamos estender, não apenas para as ruas e avenidas, mas para os parques e as praças públicas, e vamos começar da periferia para o centro. É importante que isso tenha investimento do setor privado para melhorar a eficiência e melhorar o processo de implantação. Isso vai funcionar num prazo-limite de um ano, a implantação nas principais avenidas, nos principais eixos, praças e parques. (Debate na TV Globo – 29.set)

Velocidade reduzida

Nós já fizemos esses estudos e essas análises, e volto a repetir o que já disse várias vezes, sendo eleito, na primeira semana a velocidade nas marginais Tietê e Pinheiros voltam às velocidades anteriores, de acordo com o Código Nacional de Trânsito, 90, 70, e 60 [quilômetros por hora]. Nas demais avenidas e ruas, serão mantidas como estão, e seguindo uma política de redução de acidentes. Vamos fazer campanhas educativas para orientar a população sobre a forma correta de se comportar ao dirigir um automóvel e atender a sinalização de forma correta. Outra coisa, colocar os técnicos e a guarda civil metropolitana para defender a cidade e os seus cidadãos, e não ficar com pistolinha multando e penalizando as pessoas que vivem na cidade de São Paulo. (Debate RedeTV! – 2.set)

Diferentemente do que afirma o candidato, o Código Nacional de Trânsito determina uma velocidade máxima de 80 km/h nas vias de trânsito rápido, e não 90 km/h.

Além disso, especialistas em segurança no trânsito são unânimes sobre a relação entre a redução dos limites de velocidade e a diminuição de acidentes e mortes no trânsito, o que não deve excluir ações educativas enfáticas e de fiscalização. Na capital, o número de acidentes de trânsito com vítimas (mortos e feridos) caiu 15,2% em 2015 (ano da política de redução da velocidade), na comparação com 2014, segundo Relatório de Acidentes de Trânsito de 2015 da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego).

A Organização Mundial de Saúde defende que o limite máximo de velocidade deve ser de 50 km/h. Segundo o órgão, uma redução de 5% na velocidade média pode resultar numa queda de 30% no número de acidentes fatais.

Com relação a acidentes com pedestres, a OMS diz que as chances de um pedestre adulto morrer se for atingido por um carro a 50 km/h são de menos de 20%, mas a probabilidade é de quase 60% se o carro estiver a 80 km/h.

Marginal Tietê, Marginal Pinheiros, muda na semana seguinte para 90 km/h [na pista expressa], 70 km/h [na central] e 60 km/h [na local] de acordo com o código nacional de trânsito. Nas marginais vamos mudar. Nos demais vamos manter e observar o sistema.” (Entrevista à CBN – 5.set)

Diferentemente do que afirma o candidato, o Código Nacional de Trânsito determina uma velocidade máxima de 80 km/h nas vias de trânsito rápido, e não 90 km/h.

Esse estudo não é completo, porque não coloca com clareza a redução do número de veículos nas marginais. Houve uma redução e estima-se que tenha sido de 22%, fruto da recessão econômica. O que fundamentou a prefeitura a criar foi essa “indústria da multa”, como a própria população qualificou. Em 2015 já houve uma queda acentuada da arrecadação do município por força da recessão econômica, provocada pelo governo do PT da Dilma Rousseff. Aí, em vez de criar taxas, criaram a indústria da multa. É um excesso de multa, um absurdo. Pretendo acabar com o abuso da multa, sim. (Entrevista ao Jornal Metro – 5.set)

A arrecadação geral com multas de qualquer tipo desde que Fernando Haddad (PT) assumiu a prefeitura, ao se ajustar os valores à inflação, caiu 0,8% em 2015 se comparada a 2012 — último ano da gestão do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD).

No entanto, o volume financeiro arrecadado com multas de trânsito — questão levantada especialmente após a redução de velocidade nas marginais — disparou 24% desde 2012 (ano imediatamente anterior à posse de Haddad).

Minha primeira medida será mudar a velocidade das marginais Tietê e Pinheiros para 90, 70 e 60. No restante, aliás, quero esclarecer que nós vamos manter as velocidades estabelecidas para as áreas internas, e avaliar caso a caso, em algumas circunstâncias onde mereça essa análise. (Entrevista à Veja - 7.set)

Quero deixar mais uma vez aqui claríssimo: na semana seguinte mudam as velocidades nas marginais Tietê e Pinheiros, conforme o Código Nacional de Trânsito estabelece e permite: 90, 70 e 60 km/h. Só não muda no dia seguinte porque você precisa seguir o código e mudar a sinalização. (Entrevista à Jovem Pan – 14.set)

Diferentemente do que afirma mais uma vez o candidato, o Código Nacional de Trânsito determina uma velocidade máxima de 80 km/h nas vias de trânsito rápido, e não 90 km/h.

Vai acabar a indústria da multa em São Paulo. É uma obsessão pela multa. Até julho, 13,5 milhões de multas foram emitidas, R$ 1,5 bilhão de faturamento. Isso é uma obsessão. Esta obsessão, colocar guarda civil metropolitano escondidinho em cima de viaduto, atrás de coluna, vai acabar. (Entrevista à Jovem Pan – 14.set)

Nas marginais Tietê e Pinheiros, as velocidades mudam na semana seguinte. Só não mudam no dia seguinte porque você tem que seguir o Código Nacional de Trânsito e alterar as placas. Na semana seguinte, para 90, 70 e 60 km/h. Quero dizer pra você também as marginais não significam as únicas vias de mobilidade urbana na cidade de São Paulo. Você tem centenas de avenidas, milhares de ruas. A parte interna, a priori, não vamos mexer. (Entrevista à TV Brasil e ao El País - 14.set)

Diferentemente do que afirma mais uma vez o candidato, o Código Nacional de Trânsito determina uma velocidade máxima de 80 km/h nas vias de trânsito rápido, e não 90 km/h.

A nossa decisão em relação às marginais Tietê e Pinheiros é retomar os limites de velocidade anteriores, que aliás estão estabelecidos no Código Nacional de Trânsito: 90, 70 e 60. Com orientação, sinalização e campanhas educativas que a Prefeitura não fez. (Campanha na Zona Leste – 20.set)

Diferentemente do que afirma mais uma vez o candidato, o Código Nacional de Trânsito determina uma velocidade máxima de 80 km/h nas vias de trânsito rápido, e não 90 km/h.

No nosso caso, a velocidade das marginais será alterada na semana seguinte, e as análises técnicas já foram feitas. A velocidade vai para 90, 70 e 60 km/h nas marginais Pinheiros e Tietê. (Debate no SBT – 23.set)

A atual administração instituiu a chamada indústria da multa, 1 bilhão de reais em multas no ano passado, 1,5 bilhão em multas neste ano para 3,5 milhões de pessoas multadas até 30 de julho. (Debate na TV Globo – 29.set)

O candidato João Doria foi vago em sua explicação sobre a chamada "indústria da multa". Há diversos tipos de multas aplicadas pela prefeitura. No entanto, o tema era transporte, e de fato em 2015 foram lavradas multas de trânsito que totalizaram R$ 1 bilhão.

No entanto, para 2016, os dados estão errados. Segundo o balanço de receita arrecadada municipal, até o fim de agosto deste ano, a receita arrecadada com multas de trânsito foi de R$ 964 milhões.

O único dado equivalente aos R$ 1,5 bilhão em multas é a receita orçada para todos os tipos de multa em todo o ano.

Vou voltar às velocidades estabelecidas no Código Nacional de Trânsito. (Debate na TV Globo – 29.set)

Transporte integrado

Vamos usar ônibus biarticulados que transportam mais de 150 passageiros, menos tempo de viagem e com conforto, ar condicionado, wi-fi e atendimento às pessoas com deficiência. Pode representar até 15 a 20 minutos de economia de tempo. (Campanha com empresários do setor de transporte - 28.ago)

A Scania, fabricante de ônibus biarticulados no Brasil, diz que, com a operação de seus modelos, será possível retirar das ruas brasileiras até 135 carros com duas pessoas, ou 68 automóveis com 4 ocupantes.

Aumentar a passagem de ônibus não é a solução. Se for necessário, podemos aumentar os subsídios. (Campanha com empresários do setor de transporte - 28.ago)

O candidato cogita aumentar subsídios e já se posicionou contra a criação de impostos. Se for o caso de aumentar os subsídios a empresas de transporte, portanto, terá de remanejar recursos de outros projetos.

"Eu respeito os 36 mil taxistas que existem em São Paulo. Mas não há como ser contra os aplicativos, não há como ser contra o Uber e outros aplicativos que atendem a população desde que estejam regulamentados. Desde que paguem taxas, impostos. Fazem parte da evolução natural da história e dos serviços à população." (Visita a escola em São Paulo – 2.set)

[Investimento da prefeitura no metrô] É necessário, porque o custo é muito alto do metrô. (...) O governo de São Paulo acabou tomando uma medida de PPPs (parcerias público-privadas). O investidor que ganha a concessão faz o investimento na frente e recupera depois na tarifa. Me parece que esta é a modelagem mais adequada. (Sabatina na Record News – 7.set)

Sou a favor do Uber e de todos os aplicativos. E eu respeito muito os taxistas, são 36 mil taxistas. É uma categoria importante, ajudou a construir São Paulo. Mas não é possível você imaginar... Estamos no século 21, o mundo evolui, tecnologia. Não dá pra dizer que o Uber está proibido, tem que regulamentar. (Sabatina na Record News – 7.set)

O prefeito Fernando Haddad (PT) autorizou a circulação do Uber em São Paulo em maio deste ano por meio de decreto. Na ocasião, autorizou quaisquer serviços de transporte individual por aplicativos na cidade desde que se registrassem junto à Prefeitura e seguissem determinadas regras de prestação de contas.

Sou a favor do Uber e outros aplicativos. Eles trazem a modernidade, a oportunidade, o empreendedorismo e o emprego. É perfeitamente possível a convivência entre taxistas e uberistas. Há espaço para todos. (Facebook do candidato – 12.set)

Sou a favor do Uber e de todos os aplicativos. Nós já temos mais dois aqui, e já vem um terceiro. Serão quarto aplicativos aqui no perfil do Uber. Queria registrar o meu respeito aos taxistas,(…) Mas não dá para você dizer que tem reserva de mercado. O que dá pra fazer é o que fez a prefeitura, tardiamente, mas fez – regulamentou, regularizou, estabeleceu um limite. São 5 mil veículos Uber, que agora pagam impostos, pagam taxa, não compram veículo com o mesmo desconto que os taxistas – os taxistas têm um desconto especial previsto em lei, o que é normal. Compram com cerca de 40% de desconto os seus automóveis. Os uberistas não. Sou a favor dessa multiplicação do táxi preto, com a placa vermelha, achei positivo. Entendo que isso é a modernidade. (Entrevista à Veja - 7.set)

Ruas de pedestres

Na Paulista, vamos manter. O programa é bom. O que vamos fazer é incentivar um pouco mais atividades musicais, teatrais... (Entrevista à Jovem Pan – 14.set)

Vamos estudar. Esse tema [Minhocão] exige um enorme cuidado. Esse sim está no campo do diálogo. Esse eu acho que tem que debater muito, porque há opiniões de todos os tipos, todos os gêneros. (Entrevista à TV Brasil e El País - 14.set)

Não [é a favor de demolir o Minhocão]. (Entrevista ao G1 – 21.set)

Antes, o candidato dizia querer estudar a respeito da manutenção ou não do Minhocão. Agora, diz não querer demoli-lo.

Sim [é a favor de fechar a avenida Paulista aos domingos]. (Entrevista ao G1 – 21.set)

Segurança para ciclistas

Adequar a malha cicloviária existente e a ser implantada com melhorias de sinalização e iluminação; promover a conexão dos pontos de ciclovias ou ciclofaixas já existentes, implantando, assim, uma Rede Cicloviaria do município. (Programa de governo)

Vamos manter as faixas e ampliá-las, tendo apenas o cuidado de não prejudicar o comércio varejista. A prefeitura errou em várias áreas da periferia de São Paulo, onde colocou a ciclovia e do lado a faixa de ônibus, impediu o estacionamento e estrangulou o comércio varejista de áreas periféricas da cidade. Nesses casos, nós vamos fazer uma revisão cuidadosa. (Sabatina na Record News – 7.set)

O candidato fala em ampliar ciclovias, mas também fala em revê-las, sobretudo nas áreas periféricas da cidade, por julgar que atrapalhou o comércio. Não dá detalhes se irá transferi-las de local, de modo a não afetar a quilometragem da atual malha cicloviária, ou se irá extingui-las em definitivo. Essa segunda opção dificilmente poderia ser lida como ampliar faixas.

Sou a favor das ciclovias e das ciclofaixas. O que eu sou contra é o custo das ciclovias e os excessos que foram cometidos. O fato é que, já tendo investimento público, ele tem que ser preservado. E onde são de fato utilizadas, elas serão preservadas e mantidas. Onde não houve uso, nós vamos reavaliar. (Entrevista ao Jornal Metro – 5.set)

Não sou contra, sou a favor das ciclovias e das ciclofaixas. O que eu sou contra é ciclovia mal feita, os excessos de custo e os excessos onde não deveria ter. Por exemplo, ciclovia em cima de calçada na periferia não faz o menor sentido. E ciclovias onde você não tem o ciclista, nem na mobilidade e nem no lazer, também não faz sentido. Onde ela estiver funcionando, ela será preservada. (Entrevista à Jovem Pan – 14.set)

Prioridade do pedestre

As calçadas em São Paulo são horríveis, são péssimas, são esburacadas, e não têm padrão. Vamos estabelecer um padrão seguindo referências internacionais para que as calçadas possam ser refeitas. Serão milhares de quilômetros de calçadas que devem ser refeitas. (Campanha com empresários do setor de transportes - 28.ago)

Todas as calçadas devem ser lisas, assim como em Nova York, Paris e Milão. (Entrevista ao Catraca Livre – 16.set)

Tetos solares

Energia solar

Mais árvores

Áreas verdes

Implantar novos parques e áreas verdes nas regiões menos arborizadas e mais sujeitas ao fenômeno das “Ilhas de Calor” e à poluição do ar, isto é, a zona central e suas áreas adjacentes da zona leste. (Programa de governo)

Entendo que não é dinheiro público que tem que subsidiar um evento privado [Fórmula 1]. Estudos indicam –isso pode mudar– que R$ 4 a 5 bilhões podem ser arrecadados com a privatização do autódromo de Interlagos. Não vai deixar de ser autódromo, a parte do parque público será preservada, ampliada, melhorada, com vigilância, serviços e calçamento. E vamos ter ali também o maior centro de eventos do país, e o segundo maior da América Latina. (Entrevista à Jovem Pan – 14.set)

Privatizar vamos fazer com o Parque Anhembi, em sua totalidade, e também com o Autódromo de Interlagos. (Debate no SBT – 23.set)

Quando você vende para o setor privado, o que vai acontecer? Vai continuar sendo autódromo, vai continuar tendo parque público. Continuará público, gratuito. (Bate-papo com internautas – 21.set)

Nós vamos privatizar o Parque Anhembi para permitir que ele possa voltar a ser um centro de exposições e convenções, gerando negócios, empregos e oportunidades para São Paulo, como os outros centros privados que já existem e hoje atuam em detrimento desse centro desgastado pela falta de investimento e pela má gestão pública. (Debate na Record – 26.set)

Coleta seletiva

Investir na ampliação do sistema de coleta seletiva e de triagem e processamento dos resíduos sólidos, priorizando as parcerias com as cooperativas de catadores e de reciclagem envolvidas nesse sistema e dotando-as da infraestrutura necessária para o desempenho das suas atividades. (Programa de governo)

A questão do lixo, precisa ter uma visão diferente. O lixo é gerador de receita, não de despesa. Não é gerador de problema, é gerador de soluções. Hoje a visão moderna do lixo é de gerador de receitas, porque ele pode ser reciclado, pode ser administrado corretamente, inclusive como gerador de receitas para a cidade, volto a repetir. Uma gestão diferenciada nessa área pode permitir que o lixo médico, lixo orgânico, as reciclagens possam ser colocadas em prática de forma moderna e eficiente. (Entrevista à Jovem Pan – 14.set)

Hortas nas escolas

Inclusão de catadores

Compostagem

Combusível ecológico

Nós podemos, sim, dar um exemplo de São Paulo, e introduzindo a inspeção veicular gratuita, para redução da poluição ambiental. (Debate Band - 22.ago)

Agosto de 2016

Criar programa para redução do uso do combustível fóssil, atendendo ao disposto na Lei que instituiu a política municipal de mudanças climáticas, para ampliar a oferta de transporte coletivo e estimular o uso de meios de transporte com menor potencial poluidor e emissor de gases de efeito estufa. (Programa de governo)

Sou a favor da inspeção veicular gratuita. Se já paga IPVA, não faz sentido. Tem que ser estadual, mas pelo menos na Grande São Paulo tem que adotar. (Sabatina na Record News – 7.set)

Para o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), a inspeção é importante, mas a cobrança é medida efetiva para desestimular o uso de carro. Na visão da entidade, os custos devem recair apenas sobre o proprietário do bem, e não sobre toda a população, e aplicar a inspeção apenas na cidade e não no Estado seria prejudicial, já que pessoas poderiam registrar carros em municípios periféricos, sem obrigação de vistoria, para fugir da fiscalização.

A região metropolitana de São Paulo está longe de respeitar os níveis de qualidade do ar recomendados pela OMS (Organização Mundial da Saúde). No âmbito do Estado, uma legislação específica, de 2013, estabelece metas de redução de emissão, mas elas não têm prazo certo para serem cumpridas. O governo estadual e a indústria (sobretudo a grande indústria, e não a pequena, como aponta Doria) preferem deixar os prazos em aberto.

Sou a favor [da inspeção veicular], porém com gratuidade. Entendo que não cabe ao cidadão pagar mais por aquilo que ele já paga. Ele já paga no IPVA, não tem sentido pagar pela inspeção veicular. Sou a favor pela questão ambiental. Você não pode imaginar a situação do meio ambiente, com a emissão de monóxido de carbono no nível em que está, você não fazer a inspeção veicular. A inspeção também tem que ser bastante capilarizada para que as pessoas possam fazer rapidamente e descentralizadamente também. (…) Um prazo máximo de quatro a seis meses para que esse serviço seja realizado no automóvel. (Entrevista à Veja - 7.set)

Ônibus de madrugada

Cidade para pessoas

Menos estacionamentos

Ônibus no corredor

Iluminação eficiente

Velocidade reduzida

Transporte integrado

Ruas de pedestres

Segurança para ciclistas

Prioridade do pedestre

Tetos solares

Energia solar

Mais árvores

Áreas verdes

Coleta seletiva

Hortas nas escolas

Inclusão de catadores

Compostagem

Lixões

Combusível ecológico